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19 . 02 . 08 | Tags: , , ,

O Escafandro e a Borboleta (Le Scaphandre et le Papillon)

Um filme, um livro, uma biografia tocante. O Escafandro e a Borboleta é tão belo que é díficil descrevê-lo em palavras.

Baseado no livro biográfico de mesmo nome, O Escafandro e a Borboleta conta a história de Jean-Dominique Bauby, editor da revista Elle que sofre um forte derrame aos 43 anos. Depois de ficar em coma por vinte dias, ao acordar ele estranha tudo ao seu redor, os médicos, as enfermeiras e o fato de estar num hospital.
Conforme tenta falar com os médicos que o atendem Bauby descobre que é incapaz de falar, e começa a se desesperar, o que não adianta muito já que ainda está meio grogue.

Após um tempo, um neurólogista, Dr. Lepage vai visitá-lo e esclarece a ele tudo, explicando que Bauby sofreu um ataque cerebrovascular, que tem sorte de estar vivo devido aos avanços da medicina, mas que apesar de tudo que foi feito o infeliz está paralisado dos pés á cabeça e não consegue falar. A única parte de seu corpo não paralisada é o olho esquerdo, e é por meio de testes de percepção que descobrem que apesar de estar praticamente como um vegetal, o cérebro de Bauby ainda está funcionando plenamente. Ou seja ele tem consciência de sua situação, ele compreende o que falam com ele, e ainda possui a memória e a inteligência intactas. Após a avaliação, o Doutor explica á Bauby que ele sofre da síndrome Locked-In (Preso Dentro), na qual o corpo se encontra paralisado, enquanto que a mente permanece ativa.

oescafandroAntes do ataque enquanto chefiava (heh) modelos

No dia seguinte Bauby recebe a visita de duas médicas, uma fisioterapeuta (Marie), e uma fonoaudióloga (Henriete). Esqueçam a fisioterapeuta; ela não importa muito no filme, já que Henriete é mostrada como a maior responsável por fazer com que Bauby conseguisse se comunicar. É com muita insistência que a jovem doutora começa a tentar mudar o modo depressivo de Bauby encarar sua situação. Não só ela como outros amigos ajudam bastante o ex-editor a tentar superar seu problema. Um dos principais deles é Roussin, um conhecido que o visita logo nos primeiros dias.

Roussin havia sido sequestrado e diz a ele que o único modo de ter sobrivivido por quatro anos naquela situação foi ter se apegado á humanidade que ele ainda possuía. Isso incentiva Bauby, que com o tempo, ao invés de encarar as tentavivas de Henriete como um trabalho ínutil, se esforça para se comunicar.
O único método possível era que ela recitasse o alfabeto organizado por um especialista na ordem de maior uso na língua francesa, e quando chegasse na palavra desejava ele a fechava pálpebra.

divingbell2 Henriete e o alfabeto modificado.

Conforme o tempo vai passando Bauby vai ganhando mais auto-estima, e então resolve ligar pra mulher com a qual possuia o contrato de um livro antes de sofrer o ataque (Bauby teria pensado em fazer uma versão feminina de O Conde de Monte Cristo, isso antes de estar nessa situação).

Enfim, a mulher aceita e manda uma jovem, Claude, para recitar o alfabeto adaptado e transcrever o que viria á ser a Biografia de Bauby. Le Scaphandre et le Papillon.
Claro que com o tempo que Claude e Bauby passam juntos diariamente eles acabam se aproximando, e Claude se torna uma pessoa importante para ele, assim como Henriete, e até Céline parece ter importância para o ex-editor (Céline é a mãe dos três filhos do cara: Theóphile, Céleste e Hortense).
Enfim, o que acontece durante e depois do livro ser escrito vocês só vão saber vendo o filme.

Bem, a história do filme pode parecer totalmente depressiva, mas não é. Oscila bastante entre momentos de confusão, momentos tristes que por ser um drama acabam sendo a maioria, momentos sarcásticos, sonhos, e momentos sensuais (heh). Então, apesar de todo o drama da história, é possível dar um sorrisinho em algumas partes do filme se você não tiver um coração muito mole.

Aliás, algo que achei ótimo foi o ângulo utilizado para as tomadas. A câmera mostra na maioria das vezes o modo com que Bauby vê as coisas, ou seja, você tem a impressão de estar na pele dele. Você vê o que ele vê, e isso faz com que você se envolva com o personagem. Sem falar que a fotografia do filme é linda.

Notas:
Escafandro é uma roupa pra mergulhos de muita profundidade, que possui um cabo pra respiração ligado a um cilindro de ar que fica na superfície.
O Título em inglês para o filme é The Diving Bell and the Butterfly, mas o original ainda é o francês.
Acesse os links para a lista do oscar e do globo de ouro.

Sem mais a dizer espero que vocês realmente vejam o filme, vale a pena. Fiquem com os trailers:

Indicações de O Escafandro e a Borboleta

Oscar:
Melhor Diretor: Julian Schnabel
Mehor Roteiro Adaptado
Melhor Fotografia
Melhor Montagem

Globo de Ouro:
*Melhor Diretor: Julian Schnabel
*Melhor Filme Estrangeiro
Melhor Roteiro: Ronald Harwood

*Categorias em que o filme foi premiado.

O Escafandro e a Borboleta

divingbellbutterflymp.jpg
Le Scaphandre et le Papillon (112 minutos - Drama)
Lançamento: Brasil, 14 de Março de 2008
Direção: Julian Schnabel
Roteiro: Ronald Harwood (Jean-Dominique Bauby)
Elenco: Mathieu Amalric, Emmanuelle Seigner, Marie-Josée Croze, Anny Consigny, Max von Sydow

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2 comentários

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aten’cao aos erros de portugues, acentuacao e acabamento das frases!!!

monica
08/03/08 | 9:24 pm | URL | #

any way, nice comments about a beautiful film!

monica
08/03/08 | 9:30 pm | URL | #

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