A Lenda do Tesouro Perdido – O Livro dos Segredos é uma daquelas continuações que assustam. O primeiro filme foi bacana e tal, mas Nicolas Cage como herói de ação não convencia muito e os enigmas e reviravoltas da trama eram um tanto quanto… chatos. Então era esperado que a continuação fosse tão morna quanto o primeiro filme.
No entanto, dessa vez o diretor Jon Turtletaub acerta a mão. Seja pela mudança de roteiristas, seja pela adição de nomes de peso ao elenco, a história fica mais gostosa, flui melhor e de repente você se vê numa sala cheia de blogueiros torcendo para que Ben F. Gates (Nicolas Cage) não caia de uma plataforma pênsil que está apoiada apenas num gigantesco pilar sobre um abismo.

Todo mundo com medinho de escorregar
O filme começa mostrando cenas num saloon em 1800 e qualquer coisa. O bisavô de nosso herói é intimado a traduzir um mapa do tesouro por ninguém menos que John Wilkes Booth, o infame assassino de Lincoln, minutos antes do assassinato ser cometido. Nos dias atuais, durante uma palestra, Ben é interrompido por Mitch Wilkinson (Ed Harris, um careca genial), que acusa o antepassado de Ben de ser um dos conspiradores na morte de Lincoln. Para limpar o nome da família, Ben só tem uma escolha: achar o mapa do tesouro, e provar que o tal tesouro era real.
A partir daí começa a ação. Enigmas vão se sucedendo enquanto nosso herói viaja a Paris, invade o Palácio de Buckingham, participa de uma caçada á ovos de Páscoa na Casa Branca, passa por perseguições de carro e de quebra tenta reconquistar a Dra. Abigail Chase (Diane Kruger), que não é gordinha mas dá um caldo.

Aposto que a Abigail tá com a mão amarela
O atrapalhado pai de Ben é o excelente Jon Voight, a mãe é a fantástica Helen Mirren, o agente do FBI é Harvey Keitel, que dessa vez não aparece de batom, mas sim com um cavanhaque estranhíssimo. Nosso sidekick favorito, Riley Poole, continua lá, interpretado pelo engraçado e injustamente pouco conhecido Justin Bartha.
Claro que tem um monte de errinhos bestas. O tal povo Olmeca, citado como sendo a civilização que elaborou o mapa, viveu no sul do México, e não em Dakota do Sul, mas quem se importa com esse tipo de coisa quando os caras estão num túnel escuro cheio de teias de aranha, armadilhas e plataformas gigantes? Sim, fiquei impressionada com a tal plataforma.

Você fica bem mais sério sem batom, véi
No fim da sessão, você fica com a sensação de que acabou de se divertir bastante. Um filme ótimo para ser assistido comendo pipoca com guaraná - e um digno herdeiro da série Indiana Jones.
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