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Durante nossa infância a televisão era mais do que um meio de comunicação ou informação: era um meio de diversão. Para a geração que hoje tem seus dezessete ou vinte anos, algumas coisas que passavam na televisão eram a única desculpa para uma criança hiperativa e ranheta ficar dentro de casa.
Entre muitas das séries e desenhos animados que passaram (e alguns ainda passam) na sua extinta televisão de tubo de madeira com suas incríveis vinte polegadas, alguns REALMENTE marcaram, como o exemplo que darei hoje: Popeye. Mas vocês já pensaram em como essa história pode ser um exemplo quase vivo de adultério e falsidade? Aposto que não.
Quando criança nossos olhos e nossa pobre inocência não nos deixam perceber, mas hoje em dia precisamos ser francos. Vamos analisar a formação ética e psicológica dos personagens do desenho.
Olha o Atillah ai.
Primeiro temos Olivia. Uma mulher que ao meu ver sofre de anorexia, e que ao invés de receber ajuda ou tratamento é severamente discriminada por sua doença, recebendo o apelido de “palito”. Uma senhora de meia idade que nem ao menos tem certeza de seus sentimentos, pois vive do adultério, mantendo relações paralelas curtas com outro homem que não seu marido. Nossos olhos então se voltam para Popeye. Um marinheiro honrrado que ama velejar e adora o cheiro de mar… então por que diabos sua grande paixão não vem do mar? Por que raios ele ama espinafre? E por que o espinafre quase sempre vem enlatado no desenho? Alguém aqui já viu a venda de verduras enlatadas? Que tipo de conservantes de décadas atrás seria preciso para conservar isso? Formol? E por aí seguem os maus exemplos… ele fuma cachimbo, ou seja, traga praticamente tudo que possa mais tarde lhe causar diversos tipos de câncer, e ele adora alegrar as crianças fazendo fumaças de diferentes formas saírem de seu cachimbo, deixando a elas a seguinte mensagem: tentem vocês também! Além disso o pobre coitado é um corno manso, que ainda se presta a ajudar a adúltera de sua mulher a se safar das complicações de seus casos, lhe pedindo socorro logo depois de meter um par ENORME de chifres nele.
Levando em consideração a sanidade e integridade moral dos pais, como pode ser o filho desse casal? Só pode ser Gugu, um menino excepcional que tem como único amigo um cachorro mágico imaginário. Vamos ver os laços de amizade da família? Apenas um: Dudu, um gordo que dá golpes em todo mundo por um hamburguer, ou seja, um típico 171 metido a malandro. Só uma pessoa assim para ser amigo de uma familia desestruturada dessa maneira. Por último esta Brutus, que pelo nome já indica a personalidade. Um homem valentão que briga pela anoréxica sem motivo, por que ela muitas vezes vai até ele por vontade própria. Brutus é um vilão no mínimo curioso, ele é sozinho e as vezes só o que quer é ser compreendido. Para isso faz o que todas as pessoas com falta de carinho fazem: chama a atenção como pode.
Não sei se o que vou dizer agora faz sentido a todos, mas onde moro existe uma marchinha do Popeye que é assim: Olivia vai ter neném, Popeye vai ser papai e o Brutus vai ser titio olêlê, espinafre vai ser mingau.
Gente, pelo amor de Deus, perguntem a qualquer pediatra, mas espinafre esta longe de ser uma boa base de alimentação para uma criança … todos sabemos que o bom mesmo é o leite materno. E olhem ali … “Popeye vai ser papai” … sera que é ELE o papai mesmo? E tem a parte “e o Brutus vai ser titio”, vamos parar para pensar três segundos, para ele ser tio do pequeno especialzinho ele precisa ou ser irmão de Popeye ou da Olivia … ou seja: ou Popeye tem um péssimo relacionamento com seu irmão e não acredita no amor familiar ou Olivia é praticante do incesto e trai o marido com seu próprio irmão.
Enfim, agora vocês viram como essa história é nojenta e doentia? É praticamente uma orgia sado-masoquista que as crianças adoram assistir.









