» Soltando as Trompas – 21 de novembro de 2008, às 9:32 – por bel

No ringue: Solteiras x Casadas passando o anel.

FINISH HER!

Bel: Visualize as solteiras na noite.
Impecavelmente arrumadas, de curto e/ou decote, normalmente pulando com suas amigas na pista de dança, com uma SKOL BEATS na mão. Lançam olhares furtivos para todos os lados, procurando alguém interessante. É o comportamento que eu carinhosamente denomino de modo caça.

Agora, visualize uma casada.
Sentadinha na mesa, com o braço do marido ao redor do seu ombro, pode até bater o pézinho no ritmo da música, mas só levanta prá dançar se o marido for junto. Poucas vezes conheci maridos que não se importavam que sua mulher fosse sozinha prá pista de dança. Conversam, dão uma volta e, lá pelas 2h, o ambiente fica enjoativo e o casal retorna ao lar.

Eu tenho 22 anos, e não é à toa que nunca namorei. No máximo tive o que chamo de namoricos, que são namoros não-oficiais, não-sérios, não-fixos e que dificilmente duram mais de 2 meses. Meu namorico mais longo durou 3 meses e só não virou namoro de verdade porque fui trocada por outra (RÁ, vocês tavam achando que eu nunca tomo no cu, né?).

Os motivos mais complexos para minha aversão a compromissos sérios eu guardo para meu terapeuta, porém o mais simples e óbvio eu compartilho com vocês:

Eu gosto de estar solteira.

Adoro a liberdade de ir e vir que isso me traz, apesar de muitas vezes cansar e pensar que quero algo mais sério e… esperem. Esperem, estou me precipitando. Antes de discorrer sobre as maravilhas da solteirice, deixe-me apresentar essa moça bonita que eu trouxe a tiracolo.

Cuecas, digam “olá, enfermeira!” para minha amiga e companheira X.

 Figurinha carimbada por aqui

*Bel passa o anel para X.*
X: Prefiro me apresentar dessa seguinte maneira:

No canto esquerdo da piscininha de plástico MOR cheia de KY, ela, a desafiante, Xochiquetzal!!!!!!
*a galera vai ao delírio. Xochiquetzal remove o roupão, deixando suas formas calipígias à mostra em seu biquininho de Princesa Leia*
Xochiquetzal, 1.75m, diversos quilos, 28 anos, casada há 5, atual detentora do recorde mundial de quase-divórcios, entra no ringue na piscininha de gel disposta a defender com unhas e bolsas sua posição de casada. Figura controversa, é considerada persona non grata pelas solteiras por trair o movimento, que liderava com destaque, ao casar-se com um gringo que conheceu pela Internet.
*aplausos e vaias da galera*
*Xochiquetzal toma o microfone do narrador*
Oi gentem! Em primeiro lugar gostaria de agradecer essa figura muito humana, muito gente da Bel por ter me convidado para uma luta de travesseiros no gel num lugar tão alto-astral, com tanta gente bonita! Queria mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pro meu marido que está me assistindo e para todos os meus quase quatro fãs que acompanham os altos e baixos de meu estado civil pela Internet!

*sossega a periquita*
Aham. Palhaçadas indispensáveis à parte, confesso que o convite da Bel para co-escrever um post defendendo minha posição de mulher casada me arremessou numa crise existencial profunda. Passei um tempo considerável diante do papel tentando fazer uma lista das vantagens e desvantagens de ser casada — sem sucesso. Quando já estava entrando em desespero diante da prova cabal de que o casamento é uma instituição falida, parei tudo: desde quando há uma oposição entre os estados civis? Relacionamentos são subjetivos demais para serem julgados por listas de prós e contras. Casada não é o oposto de solteira e, tendo sido parte do grupo das disponíveis e jurado pelalmadaminhamãemortinhaenterradanumcaixão que JAMAIS me casaria, aprendi que a língua é, definitivamente, o chicote da bunda.

Sorte de vocês eu não conseguir controlar a minha língua. E adorar chicotes. E bundas.
Tendo feito meu adendo, tomo meu travesseiro e saúdo a adversária.

Let the games begin!

 Vou chutar a bunda dessa vadia.

Bel: A X. é casada há alguns anos e, prá estar ainda casada, creio eu que gosta disso. Bem, eu sou solteira há todos os anos e tenho certeza que gosto disso (por enquanto, já que amanhã é um novo dia de um novo tempo que começou e eu posso ser surpreendida a qualquer momento). A brincadeira de passar o anel no ringue vai ser simples. Até você, que é burro pra caramba, vai entender: eu vou apontar as vantagens e desvantagens da minha vidalôca de solteira, e a X. fará suas observações sobre as questões que eu levantar, do seu ponto de vista de mulher casada. No final, não chegarmos em conclusão nenhuma, já que ambos os estados civis possuem lados negativos e positivos e você gostar do seu estado civil pouco depende da nossa opinião sobre o assunto.

 REEEADY? FIGHT!

Me dá uma solteirice sem maionese, fazendo um favor?

1. Vantagens

1.1 – A aleatoriedade.

Bel: Uma das coisas que eu mais gosto em estar solteira é sair de casa sem saber como vai terminar minha noite. Começo sentada numa mesa do bar com algumas amigas -solteiras ou casadas, pra mim não faz diferença- mas só Lúcifer Deus sabe como vai terminar. Tem vezes que termina comigo sozinha em casa, tirando a maquiagem e entrando no MSN em seguida. Tem vezes que termina em algum outro lugar -geralmente fechado e escuro- com algum ser beijando minha orelha. Tem vezes que termina com uma garrafa de vodka e um monte de mulher bêbada falando merda aqui em casa. Tem vezes que a noite vira madrugada que vira a manhã seguinte que termina em Bel chegando em casa 7 da manhã, cansada, moída e -sério- NÃO PERGUNTE o que eu estava fazendo até essa hora na rua. Já aconteceu de terminar comigo chamando o hugo na privada. Já aconteceu de terminar acordando com mais três pessoas na cama, me perguntando “Mas que diabos…?”.
Aleatoriedade, isso é uma dádiva. Sair de casa sem saber o que vai acontecer em seguida me dá frissons.

X: Meu casamento talvez seja sui generis em sua capacidade de acolher o que há de aleatório. Ser casada não me impede de sair de casa sem saber quando ou como vai terminar a minha noite – apesar de restringir com quem vou terminar a minha noite, por acordo mútuo e motivos óbvios. Passei um tempo remoendo essa pequena restrição, afinal quem é que agüenta ficar comendo a mesma coisa todo dia – para descobrir que se eu estivesse solteira as coisas não seriam muito diferentes. Nunca consegui ter casos de uma noite só e sempre fui absurdamente seletiva quanto aos homens que me interessam. Se estivesse solteira terminaria as noites como já termino: cercada de pessoas que amo, em lugares legais, chegando em casa em estados curiosos de consciência e horários pouco cristãos, mas sem meu marido pra me aninhar na cama ou segurar meu cabelo enquanto eu chamo o Raul, simijando de rir da minha incapacidade de processar bebidas alcoólicas de modo decente. Após os primeiros anos de dependência total do meu digníssimo, percebi que cada um precisa de tempo sozinho, de amigos não-comuns, de enfiar o pé na jaca sem encheção de saco do outro. Isso leva tempo, dor de cabeça e confiança, mas os resultados valem a pena.

1.2 – A liberdade.

Bel: Acho que esse é o motivo principal pelo qual prezo tanto a leveza de meu dedo anelar. Se eu quero ir a algum lugar, eu vou. Se não quero, não vou. Não tenho que passar por situações do tipo ter que ir prá festinha suuuuuper divertida da priminha do meu cônjuge porque ele tem que ir (eu sei que nem todos casais são assim). Não tenho que deixar de ir onde quero porque o maridão vai achar ruim. Não preciso controlar olhares carnais, mesmo que isso não signifique exatamente que eu quero qualquer tipo de relação com o objeto observado. Se o lugar está agradável, eu fico. Se não está, eu vazo. Prático, objetivo e simples. Eu gosto das coisas assim.

X.: Apoiado, companheira Bel. Como você mesma disse, nem todos os casais são assim. Canso de ver brigas estúpidas por conta de “só vou se você for” ou, pior ainda: “vou, mas vou ficar com cara de coruja chupando limão pelo resto da noite para mostrar a você e ao mundo que não queria ir”. Tomanocu, gente. Casamento não é enxerto, casamento não é encosto: casamento é a relação estável entre duas pessoas que se amam o suficiente para viver sob o mesmo teto, com dinheiro (ou sem ele), problemas e estresse em comum, mas corpos e interesses diferentes. Nas palavras do meu antigo ídolo Bono (estou ficando velha): we’re one, but we’re not the same. Perder-se no ser amado é bonito, mas há de se aprender a encontrar-se depois, sob pena de transformação em mais um casal amargurado, junto por preguiça de fazer algo a respeito ou – deus me livre – por causa das crianças. “Achar ruim”? Meu marido vai onde quer, com quem quer. No momento em que eu não puder confiar nele no tocante a isso, acho que teremos que rever nosso conceito de casamento. No entanto, é uma liberdade agridoce: por mais livre que eu queira ser, admito que as coisas têm menos graça quando o patrão não está por perto para partilhá-las comigo. Ele é a pessoa que me importa, e o relacionar-me em harmonia é minha prioridade; sabe aquele amigo/irmão pelo qual você deixou de fazer algo que queria muito – só para estar ao lado dele, e não se amargura por isso? Eleve-o à potência de MOL e você terá um bom cônjuge. Se você for bem casado, claro. Caso contrário, perdeu, preibói: casamento é uma focinheira do caralho. Que bom que não sou você.

 Uiva aê, Hannibal.

1.3- Os flertes.

Bel: Não sei vocês, mas eu adoro flertar. Acho divertido flertar até quando já decidi que o alvo em questão não vai virar minha refeição, mas mantém-se no nível do agradável, afinal, gosto de ser cortejada. Acho divertido flertar até mesmo quando percebo que o alvo em questão é muita areia pro meu caminhãozinho. Adoro distribuir piscadas lânguidas e jogadas de franja e olhares 43. Ah, qual é, toda tensão sexual é divertida.

Creio que mesmo se um dia quando eu casar, continuarei flertando, mesmo que não seja para consumar o ato. Flerte esportivo, sabe como é? É tipo caça esportiva mesmo, onde você quer abater a presa só pelo prazer de distribuir tiros, e não porque precisa se alimentar.

X: O que seria de nós sem a tensão sexual para alimentar nossos egos? O que seria de nossa natureza felina, sista Bel, sem os ratinhos inocentes com os quais brincar? ME-OW! Ser casada não me torna menos mulher, apesar de impedir a consumação do ato. Confesso que mesmo se estivesse solteira não consumaria o tal ato com 90% dos homens para os quais dirijo minhas incontáveis mexidas no cabelo e retoques na maquiagem, então não me estresso muito com isso. Mas não fico dando mole: chego no lugar, atraio os olhares, alimento-me da atenção/inveja alheia e fico na minha. Quando meu marido está junto, seguro a onda e deixo que ele alimente o ego dele – afinal, atire a primeira pedra o homem que não gosta de ter uma mulher gostosa (e modesta) a tiracolo. A linha entre o flerte e a galinhagem é tênue, mas creio que basta um pouco de bom-senso para equilibrar-se sobre ela. De collant cavado, claro, e sob os olhares de uma platéia predominantemente masculina.

1.4- A diversão.

Bel: Vocês estão cansados de saber que levo um porra-lôca lifestyle, e me orgulho disso. Bem, isso só é possível devido aos dois primeiros fatores supracitados: aleatoriedade e liberdade. Sair de casa só prá agradar o marido, sabendo que a festinha da Ana Júlia vai ter bolo, brigadeiro e Xuxa Só Para Baixinhos de trilha sonora e, inevitavelmente, VAI SER UM SACO, não implica nem aleatoriedade e nem liberdade. Implica em encheção de saco, mas compreendo que, num relacionamento estável, de vez em quando você precisa ceder pelo bem do seu parceiro, já que, num futuro próximo, é ELE quem vai ter que ceder pelo seu bem. É uma troca justa. Mas eu sei que por maior que seja a sua boa-vontade em fazer algo só porque o maridão quer, nem sempre você se diverte com isso. Vide a festinha de 5 aninhos da Ana Júlia. E, com essa constatação, eu encerro meu caso.

 NOCAUTE. Cai no gel, piranha!

X: Eu dei a sorte de ter me casado com um homem que só poderia ser mais compatível comigo se tivesse dois cromossomos XX. Festinha da Ana Júlia, casamento de concunhado, colação de grau? Inclua-nos fora dessa. No entanto, sei que nem todos os casais são assim. Ainda tem muita gente que não sabe a diferença entre ceder e fazer o que o outro quer, mas com o tempo (e muita, mas muita dor de cabeça) se aprende. Ou não.

Na verdade, ceder é a base de todo relacionamento. O casamento, por ser o mais íntimo e mais desafiador de todos, deixa isso em evidência, mas na verdade cedemos a todo tempo (e nem sempre a contragosto) aos que amamos. Quem nunca deixou de ir ao show X para ir ao show Y porque os amigos queriam? Foi obrigado a beber Kaiser porque o pessoal resolveu se encontrar naquele boteco? Passou uma noite consolando uma amiga bêbada chorando no seu ombro e manchando sua blusa nova de rímel? Gastou dinheiro, paciência e tempo com coisas totalmente contrárias a sua natureza a favor de outro? Não notamos essas coisas no cotidiano porque elas fazem parte. No casamento não é diferente, só é mais marcante. Faz parte. [nota da Bel: Citando Kléber Bam-Bam, amiga? *pula em cima da adversária caída na lona*]

Bel: Segundo assalto. TÉIM!

Traz uma porção de namorado com mostarda, por favor.

2. Desvantagens

2.1 – A solidão.

Bel: Morro de medo de ficar mais velha e a música All By Myself passar de “nossa, que brega” a “isso faz sentido. Buá, buá, buá”. E, você sabe, quando uma música da fucking Celine Dion começa a fazer sentido é porque a casa caiu pro teu lado.

When I was young
I never needed anyone
And making love was just for fun
Those days are gone

Living alone
I think of all the friends I’ve known
But when I dial the telephone
Nobody’s home

All by myself
Don’t wanna be
All by myself
Anymore

*HUUUUUUUUUUUUGGGGO*

Eu?
Eu confesso que tem dias que canso de sexo casual. Tem dias que eu queria ser mulherzinha, queria colo, carinho, cafuné e ver filme debaixo do edredon. Mas pergunte-me se algum cara que só quer sexo se dá ao trabalho de te mimar de vez em quando. Hunf, a minha sorte é que dificilmente tenho momentos mulherzinha.

X: “All By Myself” foi de chamar o Hugo E o Raul, Bel. Credo, sista! Mas eu te entendo. No entanto, fica a pergunta: você tem medo de ficar sozinha ou da solidão? Eu consigo me divertir sozinha (trocadilho intencional) sem o menor problema, mas muitas vezes me sinto über-solitária no meio de uma roda de amigos ou mesmo debaixo do edredom com o patrão. Citando o onipresente Ferdinand de Saussure, o ponto de vista cria o objeto. Assim como você às vezes daria tudo por colo, carinho, cafuné e filme, eu muitas vezes surto por conta disso, dando coices no meu pobre cônjuge por alguns dias de solidão. Vai entender. Mas ó: a única coisa pior do que arrumar marido por medo de ficar sozinha é arrumar filho pelo mesmo motivo. Mas isso é coisa de mulherzinha, coisa que você não é. Sorte minha e dos leitores.

2.2 – O sexo esporádico.

Bel: Eu tenho PENA do cara que casar comigo. Sério mesmo, conversei esses dias mesmo com a X. que meu pobre futuro marido ia ter que ter pique TODO DIA prá dar no couro, e ainda ia ter que dar conta da minha… er… criatividade latente. Eu só não faço todo dia porque não tenho com quem, mas se tivesse… pobre marido. Sério, futuro marido, eu tenho pena das suas bolas. Mas veja o lado bom! Seu condicionamento físico será impecável e, vamos combinar, fazer sexo com a Bel não deve ser tão ruim assim.

X: Até eu invejo o seu futuro marido, Bel. Aliás, se algum dia você quiser uma marida, tamozaê. Mas então: sexo esporádico. Não tenho muito a dizer a respeito por simplesmente jamais ter conseguido (momento mulherzinha) fazer esse tipo de coisa. Dia desses a gente estava conversando sobre Sapiossexualidade, que é o tesão pela mente dos outros, independente de sexo. I like to fuck with people’s brains, e leva um tempinho para avaliar a massa encefálica de um potencial parceiro. Mas ó, amiga: te invejo. Muito.

2.3 – A falta do cúmplice integral.

Bel: Tenho amigos que são meus cúmplices, mas não fazemos sexo. Tenho caras com quem faço sexo mas não são meus cúmplices. Juntar dois-em-um deve ser uma sensação FANTÁSTICA, ter aquele amigão prá quem você conta tudo que lhe der na telha, é gente boa, compreensível, te faz companhia e ainda te come. Ololco, só esse fator já me convence que casar não é tão má idéia.

X: Ah, chegamos nele. No ponto que justifica toda a dor de cabeça, toda a resistência ferrenha às tentações (que, para mim, geralmente tomam a forma de músicos de todo tipo e carinhas com jeito de estudante de Humanas), todas as discussões sem sentido, toalhas molhadas em cima da cama, cuecas sujas espalhadas pelo quarto, sustos à espera de cada menstruação: o cúmplice integral, o melhor amigo do mundo, a tampa da sua panela: o cônjuge.

 Beija a lona, sua encalhada.

Como mencionei antes, eu era radicalmente contra o casamento em qualquer instância ANTES de me deparar com a metade da minha laranja em uma sala do mIRC. Hoje não defendo a instituição porque muita gente casa pelos motivos errados (eles são legião) e o resultado está no número crescente de divórcios. Meus pais são divorciados, assim como os da esmagadora maioria dos meus amigos. Sinal da falência do casamento? Acho que não. Sinal da tendência imediatista de nossos tempos modernos, da liquidez dos relacionamentos-relâmpago, da busca alucinada pelo prazer efêmero, da imaturidade mongolóide cultivada pela mídia? Com certeza. É muito mais fácil fugir de um problema do que resolvê-lo: diante do primeiro grande atrito conjugal muitas pessoas jogam a toalha. Eu surto quase que bimestralmente e berro que quero o divórcio, para depois me arrepender, aprender a consertar qualquer que seja a merda do momento e sair do conflito mais sábia. O casamento é a maior jornada de auto-descobrimento (descoberta?) que eu já experimentei: a convivência 24/7 acaba te mostrando a pessoa que você verdadeiramente é, com todos os seus podres e glórias, e encarar-se de frente na mirada do outro não é coisa para os fracos. Eu posso ser louca, posso ser instável, posso ser tudo – menos covarde. Sapere aude, diziam os romanos: OUSE SABER. Ouse amar, ouse correr riscos, ouse abrir mão das coisas, ouse ir contra a maré.

Você não vai se arrepender.
Muito.

*Bel pega o anel de novo, pela última vez*
Bel: Então, senhoras e senhores, espero que tenham se divertido com essa lutinha amistosa e sem fins lucrativos. Depois de muitos jabs, um ou outro clinch, diretos e cruzados, chegamos no final já previsto no início do texto: um belíssimo e engelzado empate. Você não precisa de um marido/namorado prá ser feliz, e também não precisa galinhar todas as noites prá se divertir.
Vitória para as duas. Literalmente.

 Eu uso às terças e quintas e você às segundas e quartas, tá?

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42 comentários – comente!

eu tinha suspeitas sobre transsexualidade no grupo dos escrevinhadores deste site, mas, pou, a bel deve ser mulher mesmo. cacilda becker, como dá volta!

» 21/11/08 | 10:09 | #

Eu também não acho que marido/mulher tem que ficar gruados 24 horas por dia, 365 dias por ano. Minha Mulher por exemplo adora dançar, eu não gosto, então se ela quiser ela chama as amigas, os amigos e sai pra dançar enquanto eu faço qualquer outra coisa. Quando rola algum show eu pergunto: Quer ir? Ela diz não e eu digo “Até mais tarde”.

Quanto a “briga” na maior parte eu concordo com os comentários da Xochiquetzal. Concordo para mim claro, cada um é cada um e nessa história não tem certo nem errado, tem gostos.

@Bel

Eu posso estar redondamente errado, mas pelo que você disse neste texto e pelo que eu já vi por esse meu quarto de século, você é a típica mulher decidida, independente, que diz que prefere a solterisse quando na verdade só não achou um homem que de conta do recado.

Opnião.

» 21/11/08 | 10:14 | #

Flame

Texto do caralho, como sempre o Sotando as Trompas arrebentou.
Já tinha ouvido falar sobre a inteligência da X, criei espectativas mas não fui decepcionado.

@Xochiquetzal

Seu ponto de vista sobre casamento é brilhante.

@Bel delicinha

“Você é a típica mulher decidida, independente, que diz que prefere a solterisse quando na verdade só não achou um homem que de conta do recado.”

Parabéns pelo texto.

o/

» 21/11/08 | 10:49 | #

Ferpa [MA]

UAEKUAEKEA como a massacrante maioria dos ‘SaT’s’, outro texto muito bom x)

Tão bom que tive até que comentar pra resguardar minha passagem/opinião.

Continue assim, sempre assim, Bel.

Obs: aquela foto ali em? uau ;s .chupotoda>

:B

» 21/11/08 | 10:56 | #

Renan

Mais uma vez a Bel soltando as trompas, e oque eu tenho a dizer sobre isso? Nota 10, você é simplesmente d+ garota.
Só que tenho uma confissão a fazer dessa vez também…
Confesso que quando a Bel falou de “sexo esporádico” eu fiquei com tesão, quem me dera se eu consegui-se uma mulher assim, são raras mulheres desse tipo, pagaria pra ver qual dos dois hesita-se a primeira vez (é claro, não pagaria se não fosse apostar em mim, hôhô).
Não, não entenda isso como uma indireta e nem um corte também, Bel, só estou falando sobre meu conceito do mesmo jeito que você, digo isso também para evitar “mimimis” de pessoas alheias.

» 21/11/08 | 11:00 | #

bel

@ Tchulanguero:
That’s it. Eu não poderia ter traduzido melhor a minha postura, você sintetizou bem o quadro.
Uma vez, um leitor disse “peão bom gosta é de domar cavalo chucro (xucro?)”, e eu vos pergunto:
KD PEÃO BOM//
No dia que domarem, até EU sei que viro cordeirinho.

@ Ferpa:
Controle-se, rapaz! Mas vou considerar um elogio.

@ Renan:
A questão de dar de primeira é assunto pra oooutro post. Aliás, ótima sugestão, vou fazer pro mês que vem.

» 21/11/08 | 12:35 | #

Samuel

Frisando o que é importante…

Quando a “Já aconteceu de terminar acordando com mais três pessoas na cama” vai ser contada com mais detalhes?

» 21/11/08 | 13:42 | #

Belzita

Passei 6 anos namorando, agora to vendo o que é ser solteira.
Entre todos os prós e contras a melhor coisa de ser solteira é o fim das brigas e a vantagem de poder mandar qualquer carinha se lascar sem maiores estragos. A pior é me imaginar sozinha e cercada de gatos, com 40 anos e sem namorado.

Bel, parabéns de novo. E pro próximo tu bem que podia fazer algo relacionado a como fazer um pé na bunda parar de doer, ou algo assim, confesso que o meu ainda doi. :p

» 21/11/08 | 13:59 | #

Fábio

Se é a Bel naquela foto,
Cadê os GRANDE PEITOS que cês tanto falam?

» 21/11/08 | 14:19 | #

Caio, The Eldar

Desculpa, mas mais uma vez não consegui ler nada. Minha pqna imaginação fértil parou imaginando vcs duas de biquini lutando no gel.

» 21/11/08 | 15:14 | #

Hahaha, adorei!
Nunca tinha pensado em casamento,nem quando eu namorei por um ano e meio. Mas ai, me apaixonei demais por um cara e batata, já me imaginei casada!
Mas continuo achando que a vida de solteira, pelo menos por enquanto(com meus recem 19 anos), é a melhor vida!

» 21/11/08 | 16:31 | #

Léo

HAuhUAHuAH Muito boa essa luta..

Do ponto de vista masculino, não muda muito. Existem momentos que bate aquela saudade do feijão com arroz todo dia. Saber que em casa encontraremos alguma coisa quente e molhada pra descontar o stress anima e muito qualquer ser do sexo masculino (principalmente se for gostosinha a dita cuja) neh?

Existem também momentos que nos sentimos sufocados (dependendo do ser feminino escolhido, no meu caso quase todas as EX-girlfriends).Ligar toda hora pra saber onde está,causa asfixia. Exemplos clássicos: ‘liguei no seu trabalho e vc não estava, vc estava onde ? Comendo a recepcionista?’ Temos que ter saco pra responder: ‘não minha querida, fui tomar uma água’
Ou: Onde vc estava às 14:03? que o seu celular caiu na caixa postal?

Concordo com o resultado de 0×0. Tem o lado bom e ruim de optar estar solteiro e igualmente casado/namorando.

Enquanto não aparece a doce metade da minha laranja lima (aff) vou me divertindo com os diversos melões e morangos da horta da vida (pfffff) UAhuAHuHAuh :P

» 21/11/08 | 17:12 | #

linho

0×0 mais que justo, estar com alguma pessoa fixa é realmente muito bom mas tem a linha tenue entre ceder e ser sufocado que os dois tem que conhecer, e isso nao é fácil. O legal da minha recente solteirice é nunca saber exatamente onde a noite vai acabar (se acabar).

» 21/11/08 | 19:34 | #

bel

@ Fábio:
Sendo a única mulher no navio por algum tempo (agora temos novas marujas a bordo), o posto de “peituda” foi adquirido por acordo mútuo e motivos óbvios. Quando eu era mais gordinha eles eram bem maiores, mas atualmente fico feliz com meu médio sutiã 42.
Desculpe te desapontar!

» 21/11/08 | 20:18 | #

Caio, The Eldar

Tudo bem Bel… acho que ninguém vai reclamar se mesmo assim vc aparecer no AOE Gordinhas.

» 21/11/08 | 20:37 | #

Belo texto (ou seria luta?) vou indicar à minha namorada…

Se o amor livre não for uma furada, podemos unir as duas pontas ;)

» 21/11/08 | 21:40 | #

bom texto, pouco esclarecedor, pq os argumentos das duas são meio batidos, mas eu sou mulher, né? hehe os caras não devem entender como pensamos. mas ficou – obviamente, pq é você – bem escrito.

enfim, eu fui uma solteira feliz procurando um namorado por 19 anos. esperei, esperei, esperei, não fiz nada de louco, aproveitei o tempo pra ler, ver filmes e ficar na internet bloggando. finalmente achei um bofe e sou muito, muito, muito feliz agora.

acho que realmente vai de quem você acha. pouco importa ter um namorado se ele é mala, né?

obs: bel gatíssima!

» 22/11/08 | 0:01 | #

@Bel, 1:

Eu falava “faz parte” muito antes do sublime Kléber Bam-Bam colocar o termo na boca do povo. Não tenho culpa de ser avant-garde até nos meus bordões.

@Bel, 2:

“Piranha”? “Vadia”? PORRA BEL! Quer que eu game de uma vez e largue meu marido, desse modo negando o propósito desse post? Só faltou um “vagabunda” para que eu entregasse a luta (y otras cositas más) de uma vez. Mulher mefistofélica!

@Flame:

Servindo bem para servir sempre, meu bom rapaz =)

@Caio, The Eldar:

Podemos enviar nossos vídeos picantes de luta no gel seguidos de embates filosóficos mediante depósito bancário.

@Deborah:

Argumentos batidos são que nem lutas de boxe: batidas.

» 22/11/08 | 13:34 | #

Caio, The Eldar

@ Xochiquetzal & Bel

Já vi que vou perder todas minhas economias, pelo menos será um bom investimento! Pelo menos eu ganho um VIP Pass pras gravações???

» 22/11/08 | 18:05 | #

Erick

Muito legal o texto. Parabens a ambas. Todas as vantagens e desvantagens de um casamento e uma vida solitária foram bem apresentadas e defendidas.
Acredito que com o tempo ate os solteiros mais convictos se amarram. Pelo menos é o que eu tenho visto. Com a idade vc comeca a achar as baladas nao tao interessantes como antes, vc comeca a pensar em filhos, e outras coisinhas.

» 23/11/08 | 10:58 | #

M

Preferi os primeiros textos… achei mais divertidos e menos auto-promocionais do que esses últimos.

» 23/11/08 | 20:26 | #

Francesco

“(RÁ, vocês tavam achando que eu nunca tomo no cu, né?)”
Hmm… nãããããoo!!! Eu não!

*toma porrada da Bel*

Ai! Desculpa!
É que eu não podia perder a piada!

» 24/11/08 | 11:21 | #

Ha!!! Demais!!! Adorei o texto!
Mas, sabe? Acho que o meu problema está um bocado antes disso… Sou pata demais para ser uma solteira com gosto como a Bel (visto último Interunesp suculento neste feriado, no qual confirmei que – também – amo flertar mas não tenho saco pra caçar). E, ao mesmo tempo, sou mestre em tomar no cú quando me envolvo com alguém, então tenho me esforçado pra riscar a palavra “namoro” do meu vocabulário, quanto mais “casamento”, né??? heheheheh

Mas, mesmo assim, demais!!!!!!!!!
Parabéns, meninas ;)

Beijinhos

» 24/11/08 | 15:37 | #

Red

Koé resume aew.

serio.

» 25/11/08 | 1:56 | #

Rafa

Gostei muito do post e achei legal a variação dos tema do Soltando as Trompas, não é só sacanagem e sexo o universo das mulheres, né? Uma pena tanta gente só esperar isso da Bel que arrasou como sempre. A X. é genial na defesa de suas idéias e deveria escrever mais por aqui.

» 25/11/08 | 10:42 | #

Tiago

Essa guria ainda me leva pra lona…

» 25/11/08 | 15:16 | #

RakeMan

Acho que essa disputa se define facilmente:

- Se o garoto(a) é lindo(a) e gostoso(a) deve ficar solteiro(a) o máximo possível, pois certamente não faltará peixe na sua rede.

- Caso contrário deve casar-se o mais rápido possível, antes que o tempo trate de piorar as coisas.

Hehehe

» 25/11/08 | 16:09 | #

Kah

Acho que a solteirice é uma fase: para uns ela dura até certo tempo como que para outros se perpetua… sempre preferi relacionamentos sérios a ficadas casuais… mas quando fui solteira, aproveitei e muuuuuito… mas no sentido de FESTAR mesmo: curtir a parte de não ter que dar satisfações de onde, como, quando fui e que horas voltei… a liberdade de ir e vir, de não ter com o que se preocupar… das amigas e paqueras casuais.. me diverti e muito.. mas foi chegando uma hora que todas as festas, as saídas, foram perdendo a graça… eu ia como que por falta de opção, quando do nada, conheci meu marido, que tambem, cansado de festar, nos encontramos numa dessas… e hoje nao sinto a minima falta das badalações e azarações.. acho que curti o que tinha que curti e agora to vivendo outra fase da minha vida, que foi na época certa! ;D tenho menos liberdade hoje sim, mas adoro ter pra quem dar satisfação e alguem que se preocupa com o meu ir e vir… saber que tenho ele quando chegar.. e nos divertimos muito (os dois!)… porque nossa fase de solteirice venceu e foi bemmmm aproveitada.. eu acho que a Bel tem muuuuito é que curtir essa liberdade, curtir mesmo :P uma hora ela acha alguem que pega ela de jeito e sossega o facho.. muit bem como a X… parabéns as duas… excelentes textos… e lindas!!!

:*

» 25/11/08 | 23:58 | #

bel

@ M:
auto-promocionais? q?
Quanto à diversão, sei… tu quer é ler putaria sobre sexo, né? Depois que falo que vocês são pervertidos, cês acham ruim

@ Rafa:
Gostei muito do post e achei legal a variação dos tema do Soltando as Trompas, não é só sacanagem e sexo o universo das mulheres, né?

Obrigada por reparar que eu estou tentando sair do sexo (textualmente falando). Já estava achando apelativo demais; resolvi envolver o universo feminino nas áreas que possam interessar aos rapazolas =)

@ Kah:
Eu espero que o meu discurso seja igual ao seu, daqui a uns anos. Adoro estar solteira e tal, mas estou quase na fase do cansaço que você mencionou.
Por mais divertido que seja, em horas que dá vontade de sossegar um pouco, com alguém que valha a pena. Eu sei que ainda acho esse alguém e sossego :]
[/encalhada pride]

» 26/11/08 | 13:15 | #

Vander

Piadinha boa de ser compartilhada, caso venéreo:

Um amigo, sumido e recém-casado, tinha acabado de aparecer pra fazer uma visita. Durante a dita, todos os solteiros presentes questionam “E aí, cara? Conta aê, como tá a vida de casado?” Sem delongas, o alvo responde: “Caras… Casar é massa. Dividir, ter alguém sempre perto, gostar… é massa demais, tem muita coisa legal. Tu é doido, a vida de casado é o que há. Só perde pra vida de solteiro.”

Confio piamente no que ele disse.

» 03/12/08 | 0:59 | #

P. Moura

Depois de ter terminado um relacionamento recentemente eu confesso, entre copos de montilla sabor limão e smirnoffs, que sim, eu venho me benzer diariamente nas águas (e nesse mesmo artigo que ouso comentar) que a Bel tanto fala. Tá, confesso também que é pra tentar me convencer que é melhor assim,solteira, mas com uma pontinha (de iceberg) de dor no coração.

Beijos, Bel.
Não adianta reclamar do amor que se perde.
O melhor afago é um brinde ao que se ganha.

» 05/12/08 | 1:35 | #

Whisky Bemol

Um ótimo texto!

» 07/12/08 | 2:54 | #

Princesa Bávara

Quem te viu, quem te vê X…
amigas desde a época de faculdade, lembro-me como se fosse ontem de um fatídico dia, na aula de Inglês VI com a inesquecível professora Tudutugheder (to do together… sim, ela falava dessa maneira e ainda leciona em uma universidade federal)… conversation class about: Marriage!!!
Eu lá, defendendo com unhas e dentes a instituição sagrada do matrimônio, enquanto nossa querida amiga acabando com todos os meus sonhos de princesa da Disney…
Todos os outros alunos pararam de falar e resolveram escutar a calorosa discussão de duas grandes amigas com opiniões tão diferentes… bom, pelo que li acima, agora posso dizer…
I WIN!!

» 08/12/08 | 12:58 | #

MuriloPetry

DAR NÃO É FAZER AMOR

Dar é dar.
Fazer amor é lindo, é sublime, é encantador, é esplêndido.
Mas dar é bom pra cacete.
Dar é aquela coisa que alguém te puxa os cabelos da nuca…
Te chama de nomes que eu não escreveria…
Não te vira com delicadeza…
Não sente vergonha de ritmos animais. Dar é bom.
Melhor do que dar, só dar por dar.
Dar sem querer casar….
Sem querer apresentar pra mãe…
Sem querer dar o primeiro abraço no Ano Novo.
Dar porque o cara te esquenta a coluna vertebral…
Te amolece o gingado…
Te molha o instinto.
Dar porque a vida é estressante e dar relaxa.
Dar porque se você não der para ele hoje, vai dar amanhã, ou depois de amanhã.
Tem pessoas que você vai acabar dando, não tem jeito.
Dar sem esperar ouvir promessas, sem esperar ouvir carinhos, sem
esperar ouvir futuro.
Dar é bom, na hora.
Durante um mês.
Para os mais desavisados, talvez anos.

Mas dar é dar demais e ficar vazio.
Dar é não ganhar.
É não ganhar um eu te amo baixinho perdido no meio do escuro.
É não ganhar uma mão no ombro quando o caos da cidade parece querer te abduzir.
É não ter alguém pra querer casar, para apresentar pra mãe, pra dar
o primeiro abraço de Ano Novo e pra falar:
“Que que cê acha amor?”.
É não ter companhia garantida para viajar.
É não ter para quem ligar quando recebe uma boa notícia.
Dar é não querer dormir encaixadinho…
É não ter alguém para ouvir seus dengos…
Mas dar é inevitável, dê mesmo, dê sempre, dê muito.

Mas dê mais ainda, muito mais do que qualquer coisa, uma chance ao amor.
Esse sim é o maior tesão.
Esse sim relaxa, cura o mau humor, ameniza todas as crises e faz você flutuar

Experimente ser amado…

Luís Fernando Veríssimo (Ele é foda)…

Bju

» 08/12/08 | 20:49 | #

rodrigo

“..Flerte esportivo, sabe como é? É tipo caça esportiva mesmo, onde você quer abater a presa só pelo prazer de distribuir tiros, e não porque precisa se alimentar.” huahuahuauha. Dú caralho….adorei. Bjo.

» 08/02/09 | 15:39 | #

Viviane

Além de hilário, o post mostra REALMENTE essa luta e infamidades que falam sobre solteiras x casadas.

Eu não sou casada (thanks God) e também não sou solteira! Passei minha vida inteira alternando entre namoros meia-boca, e bagunças clássicas de solteirisse.

Hoje consegui, finally, unir as bagunças à uma ótima companhia que me proporciona um ótimo sexo a qualquer hora!

Depende do seu estado, e do seu companheiro, tudo pode se arranjar do seu jeito!

Kisses!

» 12/02/09 | 14:56 | #

Nelder

Visão Perfeita do casamento … se todas as mulheres pensarem assim o mundo com certeza teria menos divorcios … rs

Bel;

Solterisse é otimo sim … a não certeza é fascinante, mas como vc mesma disse tem hrs q falta um colo um carinho q no sexo casual não rola, no pós é sempre assim (foi otimo! Mas preciso ir, um beijo e ateh nunca mais) Todo ser humano precisa de atenção de carinho, tenho certeza ou quase, q “se um dia” se casar vai ser por fatores como esse … um cara legal q te de td q mereces… Eu daria!

Um Bjo …

Otima idéia do Post!

Tchulanguero

» 01/03/09 | 8:10 | #

Raphael

olá Bel… e X…

Faz pouco tempo que acompanho o AOE, mas fico impressionado com a riqueza de detalhes com que narra o assunto rs…

Estou com a Bel, nada como ser solteiro, todas as vezes que arrumo um “namorico” só me fodo!!! e prefeiro foder a ser fodido….

Porém, foram várias as vezes que pensei a respeito do relacionamento estável…. para minha sorte sempre que este pensamento vem, não demora a ir embora também…

Me desculpe X… solteiro é liberdade irrestrita…. coisa que por mais que um relacionamento com o parceiro correto você me fale que tem, não acredito…. sempre fica algo prá tras…

» 02/03/09 | 11:26 | #

“RÁ, vocês tavam achando que eu nunca tomo no cu, né?”

BO-LEI de rir
haushaushaushaushau

» 26/04/09 | 16:57 | #

Tânia

bom texto e bons argumentos bel e X ;)
Eu não concordo com muito do que li, mas também sei que isso é porque também sou “diferente” de vocês, no sentido em que fui a muitas saídas com as minhas amigas a bares e discotecas, embebedei-me, curti com rapazes, mas na verdade nunca gostei muito daquilo, fazia só porque elas também faziam e isso nunca fez muito sentido para mim… sou mais de outro tipo de “programas”.
Eu tenho 21 anos e até há pouco tempo eu também era avessa ao casamento, dizia que NUNCA me iria casar na vida, nem ter filhos (só para imaginarem como não acreditava mesmo nessa instituição…). Além de outras razões, dizia isto porque sabia que nunca iria encontrar alguém que me fizesse sentir totalmente bem e feliz, porque os requisitos eram muito exigentes (e nenhum deles incluía beleza física, o que tornava mais difícil de encontrar…).
Mas, há 1 ano e meio tudo mudou… Conheci uma pessoa incrível, espectacular, maravilhosa, rara, o meu sonho tornado real, que me fez repensar muitos dos meus conceitos! Hoje sou praticamente casada (só não sou porque tenho um curso para acabar), muito feliz como nunca imaginei que fosse possível e… quero ter filhos! (não agora claro…)
Mas, o meu “casamento” é muito diferente do da X. No nosso amor não há duas vontades: há somente uma, a de tornar o nosso amor cada vez mais forte. E isto acarreta muitas cedências das duas partes, mas ele foi logo o primeiro a mudar totalmente o estilo de vida dele, espontaneamente! Porque acreditamos que o amor não se fortalesse com duas vidas independentes, praticamente tudo o que fazemos, fazemos juntos, mas sempre respeitando a individualidade de cada um. Individualidade não é sinónimo de independência, e por isso temos opiniões muito diferentes em muitos assuntos e gostos diferentes, mas no que consiste em atitudes que possam ter peso na relação, somos unânimes.
Ele não sai para bares, discotecas, shows com os amigos; ele leva-me com ele. Ele quer partilhar os seus momentos de prazer comigo, mesmo que para mim não seja a coisa mais interessante, mas vê-lo bem deixa-me muito feliz. Eu deixei de sair com as minhas amigas para festas, férias de verão, passagens de ano, etc… e substitui esses programas por outros muito mais interessantes (para mim e para ele!). Mas quando saio com a minhas amigas para alguma festa, ele também vai! E isso não é mau, porque ele também gosta de me ver bem! Não há programas separados entre nós… Claro, para ir ao café ou a um jantar não muito longe, ele não precisa de ir, mas também não sou eu que o obrigo a ir, ele é que faz questão de me acompanhar (mesmo que até não seja nada interessante para ele)! E isso não é nada chato, e não me farto dele! Todos os dias temos assuntos novos para falar e debater, coisas novas para ver/fazer/descobrir, com ele sinto uma constante estimulação ao meu intelecto e emoções, e isso fascina-me! “tesão pela mente dos outros, independente de sexo. I like to fuck with people’s brains” é isso mesmo!
E ao ele não ir sair com os amigos sem mim nem eu sem ele, não promovemos uma “separação”, uma certa distância relacionada com eu ter a “minha” vida (com as minhas amigas) e ele a vida “dele” (com os amigos dele). Uma certa independência que se mantém, e um assunto tabu que nunca poderá ser contestado, porque será um atentado à tua “individualidade”!Além de meter em causa a própria relação, porque põe em causa as tuas prioridades: amigos ou namorado? E aí haverá sempre uma certa clivagem, e uma fraqueza na relação. além de poder promover um crescente “abuso” dessa “independência”, se saí daquela vez também posso sair desta, e para a próxima e etc… e entretanto o namoro acaba por se tornar somente na habituação da presença daquela pessoa e já não faz muito sentido continuar…
Pelo contrário, e para evitar essas situações, eu e o meu namorado temos somente uma vida. E isso fortalece o nosso amor, além de aumentar muito a confiança e a segurança. Porque mesmo que ele fosse sair e não fizesse nada, mas se soubesse que alguma rapariga se tinha metido com ele, eu não iria gostar! E ele o mesmo comigo. E não estou a “não aproveitar” a vida, a juventude, eu acho que agora é que estou a aproveitar a minha vida de verdade! Aproveitar a juventude para conhecer o que me interessa e o que gosto e o que ele gosta, para viajar, etc e sempre com uma óptima companhia é mesmo o melhor da vida!Bom mas isto sou eu, com os meus gostos específicos e que saem um pouco do que é geral toda a gente ser e gostar.
Ah, mas com esta mudança de opinião e de atitude, as minhas amigas chatearam-se comigo por não sair com tanta frequência com elas, por já não ter tanto tempo para elas e não me compreenderam. O engraçado é que pouco depois a maior parte arranjou namorados, e algumas delas também mudaram radicalmente de atitude, muito parecida com a que tomei. Ironias da vida lol!

“Não tenho que deixar de ir onde quero porque o maridão vai achar ruim.”
Ele vai comigo! E eu com ele, mesmo que para mim seja muuuuuuitoooooo chato (o que deve ser raro ou mesmo inexistente), e não fazemos cara de quem não queria estar ali. Mantemos um constante acompanhemnto do outro para não se sentir sozinho e para que a situação não seja assim tão chata para o/a cônjuge. Ah e os interesses diferentes mantêm-se!

“Ser casada não me torna menos mulher, apesar de impedir a consumação do ato.”
Sou como a X, também nunca “dei” de primeira nem seria capaz, por isso também não me chateia.

“chego no lugar, atraio os olhares, alimento-me da atenção/inveja alheia e fico na minha. Quando meu marido está junto, seguro a onda e deixo que ele alimente o ego dele – afinal, atire a primeira pedra o homem que não gosta de ter uma mulher gostosa (e modesta) a tiracolo.”
Mostrar-te como um troféu? o meu troféu (e o dele) é a minha cabeça (e a dele)! o meu raciocínio, compreensão, atenção, dedicação, etc e não o meu físico! Ou seja, ele prefere exibir a minha inteligência do que o o meu corpo! E olha que ele não é feio e eu sou bonitinha e “gostosa” (e modesta lol)!Exibir o troféu é promover pensamentos nas mentes promíscuas dos homens, e consequentes comentários, e o meu namorado odiaria isso (tal como eu em relação a ele). E não tem a ver com possessividade, mas eu não partilharia o meu namorado com ninguém! (nem em sonhos!lol) Mas são pontos de vista ;)

“É muito mais fácil fugir de um problema do que resolvê-lo: diante do primeiro grande atrito conjugal muitas pessoas jogam a toalha.”
E quando o amor não é suficientemente fortalecido (como um músculo lol), consolidado, também não fica tão pesado acabar com ele… não te faz pensar tanto naquilo que perdes ao acabar a relação, que pode ser muito maior do que aquilo que ganhas ao voltar a ser solteira. Porque em princípio já haverá algum afastamento entre as duas partes, e isso já não pesará tanto, e acaba-se mais facilmente.
Mas também digo tudo isto porque sei que é praticamente impossível encontrar alguém melhor para mim do que o meu actual namorado. Falo isto com toda a consciência de que é mesmo verdade. E eu o mesmo para ele… daí uma entrega tão grande à relação, como se estivessemos a proteger um tesouro raríssimo…

Mas gostei do texto da X, volta a escrever! ;)

» 01/05/09 | 21:18 | #

“1. Vantagens

1.1 – A aleatoriedade.”

cara, eu te AMO.

» 13/05/09 | 19:59 | #

Linda, louvável, venerável Bel: quer PELAMORDEDEOS para de se diminuir nos posts, fazfavô?
VOCÊ É LINDA, MAIS QUE DEMAAAAAAAAAIS…
Eu faria questão de beijar desde o dedinho do pé até a nuca, passando pelo nariz e couro cabeludo. Chupar então, aiaiai…

» 15/05/09 | 0:07 | #
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