» Soltando as Trompas – 21 de novembro de 2008, às 9:32 – por bel
No ringue: Solteiras x Casadas passando o anel.
FINISH HER!
Bel: Visualize as solteiras na noite.
Impecavelmente arrumadas, de curto e/ou decote, normalmente pulando com suas amigas na pista de dança, com uma SKOL BEATS na mão. Lançam olhares furtivos para todos os lados, procurando alguém interessante. É o comportamento que eu carinhosamente denomino de modo caça.
Agora, visualize uma casada.
Sentadinha na mesa, com o braço do marido ao redor do seu ombro, pode até bater o pézinho no ritmo da música, mas só levanta prá dançar se o marido for junto. Poucas vezes conheci maridos que não se importavam que sua mulher fosse sozinha prá pista de dança. Conversam, dão uma volta e, lá pelas 2h, o ambiente fica enjoativo e o casal retorna ao lar.
Eu tenho 22 anos, e não é à toa que nunca namorei. No máximo tive o que chamo de namoricos, que são namoros não-oficiais, não-sérios, não-fixos e que dificilmente duram mais de 2 meses. Meu namorico mais longo durou 3 meses e só não virou namoro de verdade porque fui trocada por outra (RÁ, vocês tavam achando que eu nunca tomo no cu, né?).
Os motivos mais complexos para minha aversão a compromissos sérios eu guardo para meu terapeuta, porém o mais simples e óbvio eu compartilho com vocês:
Eu gosto de estar solteira.
Adoro a liberdade de ir e vir que isso me traz, apesar de muitas vezes cansar e pensar que quero algo mais sério e… esperem. Esperem, estou me precipitando. Antes de discorrer sobre as maravilhas da solteirice, deixe-me apresentar essa moça bonita que eu trouxe a tiracolo.
Cuecas, digam “olá, enfermeira!” para minha amiga e companheira X.
Figurinha carimbada por aqui*Bel passa o anel para X.*
X: Prefiro me apresentar dessa seguinte maneira:
No canto esquerdo da piscininha de plástico MOR cheia de KY, ela, a desafiante, Xochiquetzal!!!!!!
*a galera vai ao delírio. Xochiquetzal remove o roupão, deixando suas formas calipígias à mostra em seu biquininho de Princesa Leia*
Xochiquetzal, 1.75m, diversos quilos, 28 anos, casada há 5, atual detentora do recorde mundial de quase-divórcios, entra no ringue na piscininha de gel disposta a defender com unhas e bolsas sua posição de casada. Figura controversa, é considerada persona non grata pelas solteiras por trair o movimento, que liderava com destaque, ao casar-se com um gringo que conheceu pela Internet.
*aplausos e vaias da galera*
*Xochiquetzal toma o microfone do narrador*
Oi gentem! Em primeiro lugar gostaria de agradecer essa figura muito humana, muito gente da Bel por ter me convidado para uma luta de travesseiros no gel num lugar tão alto-astral, com tanta gente bonita! Queria mandar um beijo pro meu pai, pra minha mãe, pro meu marido que está me assistindo e para todos os meus quase quatro fãs que acompanham os altos e baixos de meu estado civil pela Internet!
*sossega a periquita*
Aham. Palhaçadas indispensáveis à parte, confesso que o convite da Bel para co-escrever um post defendendo minha posição de mulher casada me arremessou numa crise existencial profunda. Passei um tempo considerável diante do papel tentando fazer uma lista das vantagens e desvantagens de ser casada — sem sucesso. Quando já estava entrando em desespero diante da prova cabal de que o casamento é uma instituição falida, parei tudo: desde quando há uma oposição entre os estados civis? Relacionamentos são subjetivos demais para serem julgados por listas de prós e contras. Casada não é o oposto de solteira e, tendo sido parte do grupo das disponíveis e jurado pelalmadaminhamãemortinhaenterradanumcaixão que JAMAIS me casaria, aprendi que a língua é, definitivamente, o chicote da bunda.
Sorte de vocês eu não conseguir controlar a minha língua. E adorar chicotes. E bundas.
Tendo feito meu adendo, tomo meu travesseiro e saúdo a adversária.
Let the games begin!
Vou chutar a bunda dessa vadia.Bel: A X. é casada há alguns anos e, prá estar ainda casada, creio eu que gosta disso. Bem, eu sou solteira há todos os anos e tenho certeza que gosto disso (por enquanto, já que amanhã é um novo dia de um novo tempo que começou e eu posso ser surpreendida a qualquer momento). A brincadeira de passar o anel no ringue vai ser simples. Até você, que é burro pra caramba, vai entender: eu vou apontar as vantagens e desvantagens da minha vidalôca de solteira, e a X. fará suas observações sobre as questões que eu levantar, do seu ponto de vista de mulher casada. No final, não chegarmos em conclusão nenhuma, já que ambos os estados civis possuem lados negativos e positivos e você gostar do seu estado civil pouco depende da nossa opinião sobre o assunto.
REEEADY? FIGHT!Me dá uma solteirice sem maionese, fazendo um favor?
1. Vantagens
1.1 – A aleatoriedade.
Bel: Uma das coisas que eu mais gosto em estar solteira é sair de casa sem saber como vai terminar minha noite. Começo sentada numa mesa do bar com algumas amigas -solteiras ou casadas, pra mim não faz diferença- mas só Lúcifer Deus sabe como vai terminar. Tem vezes que termina comigo sozinha em casa, tirando a maquiagem e entrando no MSN em seguida. Tem vezes que termina em algum outro lugar -geralmente fechado e escuro- com algum ser beijando minha orelha. Tem vezes que termina com uma garrafa de vodka e um monte de mulher bêbada falando merda aqui em casa. Tem vezes que a noite vira madrugada que vira a manhã seguinte que termina em Bel chegando em casa 7 da manhã, cansada, moída e -sério- NÃO PERGUNTE o que eu estava fazendo até essa hora na rua. Já aconteceu de terminar comigo chamando o hugo na privada. Já aconteceu de terminar acordando com mais três pessoas na cama, me perguntando “Mas que diabos…?”.
Aleatoriedade, isso é uma dádiva. Sair de casa sem saber o que vai acontecer em seguida me dá frissons.
X: Meu casamento talvez seja sui generis em sua capacidade de acolher o que há de aleatório. Ser casada não me impede de sair de casa sem saber quando ou como vai terminar a minha noite – apesar de restringir com quem vou terminar a minha noite, por acordo mútuo e motivos óbvios. Passei um tempo remoendo essa pequena restrição, afinal quem é que agüenta ficar comendo a mesma coisa todo dia – para descobrir que se eu estivesse solteira as coisas não seriam muito diferentes. Nunca consegui ter casos de uma noite só e sempre fui absurdamente seletiva quanto aos homens que me interessam. Se estivesse solteira terminaria as noites como já termino: cercada de pessoas que amo, em lugares legais, chegando em casa em estados curiosos de consciência e horários pouco cristãos, mas sem meu marido pra me aninhar na cama ou segurar meu cabelo enquanto eu chamo o Raul, simijando de rir da minha incapacidade de processar bebidas alcoólicas de modo decente. Após os primeiros anos de dependência total do meu digníssimo, percebi que cada um precisa de tempo sozinho, de amigos não-comuns, de enfiar o pé na jaca sem encheção de saco do outro. Isso leva tempo, dor de cabeça e confiança, mas os resultados valem a pena.
1.2 – A liberdade.
Bel: Acho que esse é o motivo principal pelo qual prezo tanto a leveza de meu dedo anelar. Se eu quero ir a algum lugar, eu vou. Se não quero, não vou. Não tenho que passar por situações do tipo ter que ir prá festinha suuuuuper divertida da priminha do meu cônjuge porque ele tem que ir (eu sei que nem todos casais são assim). Não tenho que deixar de ir onde quero porque o maridão vai achar ruim. Não preciso controlar olhares carnais, mesmo que isso não signifique exatamente que eu quero qualquer tipo de relação com o objeto observado. Se o lugar está agradável, eu fico. Se não está, eu vazo. Prático, objetivo e simples. Eu gosto das coisas assim.
X.: Apoiado, companheira Bel. Como você mesma disse, nem todos os casais são assim. Canso de ver brigas estúpidas por conta de “só vou se você for” ou, pior ainda: “vou, mas vou ficar com cara de coruja chupando limão pelo resto da noite para mostrar a você e ao mundo que não queria ir”. Tomanocu, gente. Casamento não é enxerto, casamento não é encosto: casamento é a relação estável entre duas pessoas que se amam o suficiente para viver sob o mesmo teto, com dinheiro (ou sem ele), problemas e estresse em comum, mas corpos e interesses diferentes. Nas palavras do meu antigo ídolo Bono (estou ficando velha): we’re one, but we’re not the same. Perder-se no ser amado é bonito, mas há de se aprender a encontrar-se depois, sob pena de transformação em mais um casal amargurado, junto por preguiça de fazer algo a respeito ou – deus me livre – por causa das crianças. “Achar ruim”? Meu marido vai onde quer, com quem quer. No momento em que eu não puder confiar nele no tocante a isso, acho que teremos que rever nosso conceito de casamento. No entanto, é uma liberdade agridoce: por mais livre que eu queira ser, admito que as coisas têm menos graça quando o patrão não está por perto para partilhá-las comigo. Ele é a pessoa que me importa, e o relacionar-me em harmonia é minha prioridade; sabe aquele amigo/irmão pelo qual você deixou de fazer algo que queria muito – só para estar ao lado dele, e não se amargura por isso? Eleve-o à potência de MOL e você terá um bom cônjuge. Se você for bem casado, claro. Caso contrário, perdeu, preibói: casamento é uma focinheira do caralho. Que bom que não sou você.
Uiva aê, Hannibal.1.3- Os flertes.
Bel: Não sei vocês, mas eu adoro flertar. Acho divertido flertar até quando já decidi que o alvo em questão não vai virar minha refeição, mas mantém-se no nível do agradável, afinal, gosto de ser cortejada. Acho divertido flertar até mesmo quando percebo que o alvo em questão é muita areia pro meu caminhãozinho. Adoro distribuir piscadas lânguidas e jogadas de franja e olhares 43. Ah, qual é, toda tensão sexual é divertida.
Creio que mesmo se um dia quando eu casar, continuarei flertando, mesmo que não seja para consumar o ato. Flerte esportivo, sabe como é? É tipo caça esportiva mesmo, onde você quer abater a presa só pelo prazer de distribuir tiros, e não porque precisa se alimentar.
X: O que seria de nós sem a tensão sexual para alimentar nossos egos? O que seria de nossa natureza felina, sista Bel, sem os ratinhos inocentes com os quais brincar? ME-OW! Ser casada não me torna menos mulher, apesar de impedir a consumação do ato. Confesso que mesmo se estivesse solteira não consumaria o tal ato com 90% dos homens para os quais dirijo minhas incontáveis mexidas no cabelo e retoques na maquiagem, então não me estresso muito com isso. Mas não fico dando mole: chego no lugar, atraio os olhares, alimento-me da atenção/inveja alheia e fico na minha. Quando meu marido está junto, seguro a onda e deixo que ele alimente o ego dele – afinal, atire a primeira pedra o homem que não gosta de ter uma mulher gostosa (e modesta) a tiracolo. A linha entre o flerte e a galinhagem é tênue, mas creio que basta um pouco de bom-senso para equilibrar-se sobre ela. De collant cavado, claro, e sob os olhares de uma platéia predominantemente masculina.
1.4- A diversão.
Bel: Vocês estão cansados de saber que levo um porra-lôca lifestyle, e me orgulho disso. Bem, isso só é possível devido aos dois primeiros fatores supracitados: aleatoriedade e liberdade. Sair de casa só prá agradar o marido, sabendo que a festinha da Ana Júlia vai ter bolo, brigadeiro e Xuxa Só Para Baixinhos de trilha sonora e, inevitavelmente, VAI SER UM SACO, não implica nem aleatoriedade e nem liberdade. Implica em encheção de saco, mas compreendo que, num relacionamento estável, de vez em quando você precisa ceder pelo bem do seu parceiro, já que, num futuro próximo, é ELE quem vai ter que ceder pelo seu bem. É uma troca justa. Mas eu sei que por maior que seja a sua boa-vontade em fazer algo só porque o maridão quer, nem sempre você se diverte com isso. Vide a festinha de 5 aninhos da Ana Júlia. E, com essa constatação, eu encerro meu caso.
NOCAUTE. Cai no gel, piranha!X: Eu dei a sorte de ter me casado com um homem que só poderia ser mais compatível comigo se tivesse dois cromossomos XX. Festinha da Ana Júlia, casamento de concunhado, colação de grau? Inclua-nos fora dessa. No entanto, sei que nem todos os casais são assim. Ainda tem muita gente que não sabe a diferença entre ceder e fazer o que o outro quer, mas com o tempo (e muita, mas muita dor de cabeça) se aprende. Ou não.
Na verdade, ceder é a base de todo relacionamento. O casamento, por ser o mais íntimo e mais desafiador de todos, deixa isso em evidência, mas na verdade cedemos a todo tempo (e nem sempre a contragosto) aos que amamos. Quem nunca deixou de ir ao show X para ir ao show Y porque os amigos queriam? Foi obrigado a beber Kaiser porque o pessoal resolveu se encontrar naquele boteco? Passou uma noite consolando uma amiga bêbada chorando no seu ombro e manchando sua blusa nova de rímel? Gastou dinheiro, paciência e tempo com coisas totalmente contrárias a sua natureza a favor de outro? Não notamos essas coisas no cotidiano porque elas fazem parte. No casamento não é diferente, só é mais marcante. Faz parte. [nota da Bel: Citando Kléber Bam-Bam, amiga? *pula em cima da adversária caída na lona*]
Bel: Segundo assalto. TÉIM!
Traz uma porção de namorado com mostarda, por favor.
2. Desvantagens
2.1 – A solidão.
Bel: Morro de medo de ficar mais velha e a música All By Myself passar de “nossa, que brega” a “isso faz sentido. Buá, buá, buá”. E, você sabe, quando uma música da fucking Celine Dion começa a fazer sentido é porque a casa caiu pro teu lado.
When I was young
I never needed anyone
And making love was just for fun
Those days are goneLiving alone
I think of all the friends I’ve known
But when I dial the telephone
Nobody’s homeAll by myself
Don’t wanna be
All by myself
Anymore*HUUUUUUUUUUUUGGGGO*
Eu?
Eu confesso que tem dias que canso de sexo casual. Tem dias que eu queria ser mulherzinha, queria colo, carinho, cafuné e ver filme debaixo do edredon. Mas pergunte-me se algum cara que só quer sexo se dá ao trabalho de te mimar de vez em quando. Hunf, a minha sorte é que dificilmente tenho momentos mulherzinha.
X: “All By Myself” foi de chamar o Hugo E o Raul, Bel. Credo, sista! Mas eu te entendo. No entanto, fica a pergunta: você tem medo de ficar sozinha ou da solidão? Eu consigo me divertir sozinha (trocadilho intencional) sem o menor problema, mas muitas vezes me sinto über-solitária no meio de uma roda de amigos ou mesmo debaixo do edredom com o patrão. Citando o onipresente Ferdinand de Saussure, o ponto de vista cria o objeto. Assim como você às vezes daria tudo por colo, carinho, cafuné e filme, eu muitas vezes surto por conta disso, dando coices no meu pobre cônjuge por alguns dias de solidão. Vai entender. Mas ó: a única coisa pior do que arrumar marido por medo de ficar sozinha é arrumar filho pelo mesmo motivo. Mas isso é coisa de mulherzinha, coisa que você não é. Sorte minha e dos leitores.
2.2 – O sexo esporádico.
Bel: Eu tenho PENA do cara que casar comigo. Sério mesmo, conversei esses dias mesmo com a X. que meu pobre futuro marido ia ter que ter pique TODO DIA prá dar no couro, e ainda ia ter que dar conta da minha… er… criatividade latente. Eu só não faço todo dia porque não tenho com quem, mas se tivesse… pobre marido. Sério, futuro marido, eu tenho pena das suas bolas. Mas veja o lado bom! Seu condicionamento físico será impecável e, vamos combinar, fazer sexo com a Bel não deve ser tão ruim assim.
X: Até eu invejo o seu futuro marido, Bel. Aliás, se algum dia você quiser uma marida, tamozaê. Mas então: sexo esporádico. Não tenho muito a dizer a respeito por simplesmente jamais ter conseguido (momento mulherzinha) fazer esse tipo de coisa. Dia desses a gente estava conversando sobre Sapiossexualidade, que é o tesão pela mente dos outros, independente de sexo. I like to fuck with people’s brains, e leva um tempinho para avaliar a massa encefálica de um potencial parceiro. Mas ó, amiga: te invejo. Muito.
2.3 – A falta do cúmplice integral.
Bel: Tenho amigos que são meus cúmplices, mas não fazemos sexo. Tenho caras com quem faço sexo mas não são meus cúmplices. Juntar dois-em-um deve ser uma sensação FANTÁSTICA, ter aquele amigão prá quem você conta tudo que lhe der na telha, é gente boa, compreensível, te faz companhia e ainda te come. Ololco, só esse fator já me convence que casar não é tão má idéia.
X: Ah, chegamos nele. No ponto que justifica toda a dor de cabeça, toda a resistência ferrenha às tentações (que, para mim, geralmente tomam a forma de músicos de todo tipo e carinhas com jeito de estudante de Humanas), todas as discussões sem sentido, toalhas molhadas em cima da cama, cuecas sujas espalhadas pelo quarto, sustos à espera de cada menstruação: o cúmplice integral, o melhor amigo do mundo, a tampa da sua panela: o cônjuge.
Beija a lona, sua encalhada.Como mencionei antes, eu era radicalmente contra o casamento em qualquer instância ANTES de me deparar com a metade da minha laranja em uma sala do mIRC. Hoje não defendo a instituição porque muita gente casa pelos motivos errados (eles são legião) e o resultado está no número crescente de divórcios. Meus pais são divorciados, assim como os da esmagadora maioria dos meus amigos. Sinal da falência do casamento? Acho que não. Sinal da tendência imediatista de nossos tempos modernos, da liquidez dos relacionamentos-relâmpago, da busca alucinada pelo prazer efêmero, da imaturidade mongolóide cultivada pela mídia? Com certeza. É muito mais fácil fugir de um problema do que resolvê-lo: diante do primeiro grande atrito conjugal muitas pessoas jogam a toalha. Eu surto quase que bimestralmente e berro que quero o divórcio, para depois me arrepender, aprender a consertar qualquer que seja a merda do momento e sair do conflito mais sábia. O casamento é a maior jornada de auto-descobrimento (descoberta?) que eu já experimentei: a convivência 24/7 acaba te mostrando a pessoa que você verdadeiramente é, com todos os seus podres e glórias, e encarar-se de frente na mirada do outro não é coisa para os fracos. Eu posso ser louca, posso ser instável, posso ser tudo – menos covarde. Sapere aude, diziam os romanos: OUSE SABER. Ouse amar, ouse correr riscos, ouse abrir mão das coisas, ouse ir contra a maré.
Você não vai se arrepender.
Muito.
*Bel pega o anel de novo, pela última vez*
Bel: Então, senhoras e senhores, espero que tenham se divertido com essa lutinha amistosa e sem fins lucrativos. Depois de muitos jabs, um ou outro clinch, diretos e cruzados, chegamos no final já previsto no início do texto: um belíssimo e engelzado empate. Você não precisa de um marido/namorado prá ser feliz, e também não precisa galinhar todas as noites prá se divertir.
Vitória para as duas. Literalmente.
Eu uso às terças e quintas e você às segundas e quartas, tá?
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