
É, isso tá errado.
Eu não fui em porra nenhuma de Blogcamp. Esse negócio de fazer evento só com blogueiros e ficar discutindo sobre a boiolosfera é coisa de… boiola. Porém, me disseram que tinha um Blogdrink antes, com bebidas de grátis, e aí começaram a falar minha língua.
Depois o Guilherme, lá do Papo de Homem, me garantiu que a Dani Koetz ia aparecer por lá. Aí as coisas realmente se tornaram interessantes e o evento ficou mais sedutor. Decidi ir á bagaça.
Santhyago e eu nos dirigimos ao local do evento aqui em Curitiba, um barzinho meio motherfucker porém aconchegante, que atende pelo nome de Off Road. Chegando no recinto, imediatamente nos isolamos de todo mundo por acharmos que só blogueiros estariam presentes, e isso nos deprimia um pouco. Fizemos questão de usar nossas camisetas personalizadas a fim de afastar o povo blogueiro.
Nas costas: “Eu não sou blogueiro/Só vim pra tentar comer a Dani Koetz”
Mas não adiantou muito, e em pouco tempo já estávamos em uma mesa discutindo com um pessoal da área de tecnologia. A coisa ia bem e estava moderadamente divertida, até que chegaram dois elementos pra tocar música ruim AO VIVO, e começaram a se instalar BEM NA NOSSA FRENTE. Santhyago e eu ficamos apreensivos, já que todo mundo sabe que músicos contratados por botecos normalmente possuem um repertório deficiente e nauseante. Quando um deles tirou UMA FLAUTA da sua bolsa, tivemos a certeza que precisávamos trocar de mesa.
Fui pegar mais uma Sol enquanto Santhyago rapidamente avaliou as outras mesas disponíveis no local, e ladinamente se instalou em uma mesa onde uma moçoila abandonada estava dando sopa. Acontece que a moçoila era a esposa do Jobson Lemos, lá do Secundum, e ambos nos ofertaram alguns dos papos mais interessantes que eu ouvi durante a noite toda. Santhyago que o diga, pois não levantou mais o rabo da mesa, só se movimentando dali pra tirar algumas fotos. Mas eu acho que no fundo ele só tava interessado no iphone que o Jobson tá sorteando.
Abandonando a mesa para flanar pelo bar com meu inseparável copo, acabei encontrando o Guilherme, que estava do lado de fora com um bando de outros blogueiros e personalidades internéticas.
O papo com o pessoal estava animado, demos algumas risadas e eu até estava começando a achar que blogueiro também é gente. Mas é lógico que a boa impressão não podia durar muito tempo, pois um deles chega com esse papo:
Blogueiro anônimo (protegi sua identidade cara, tu me deve uma): Cara, esse negócio da Dani Koetz e as blogueiras irem pra Playboy é muito legal e tal, mas tá no hora de a gente fazer algo ainda mais importante e maior do que isso, pra agitar de novo as coisas.
Guilherme: Orra cara, maior do que isso? Mas a gente já colocou blogueiras na Playboy só no grito, o que é maior que isso?
Blogueiro anônimo: Cara a gente devia agora promover algo para colocar BLOGUEIROS NUS em alguma revista.
Guilherme: …
Atillah: Essa foi mesmo uma das piores idéias que eu já escutei. Larga desse copo e vai lavar o rosto no banheiro, cara.
Blogueiro nunca evolui, é impressionante.
O tempo passa e nada da Dani Koetz. A expectativa não era só minha, lógico, mas estava demorando demais e começou a dar no saco. Resolvi que ia me concentrar um pouco mais na absorção da cevada. Enquanto pensava na melhor maneira de implementar tal decisão, a resposta caiu do céu:
- ÆAtillah, senta aí; a gente vai pedir uma torre de chopp.
Orra, fui convocado. Um homem de verdade não foge aos desafios que a vida lhe apresenta.
Estou á esquerda. Os maus elementos, começando pelo cara do meu lado até dar a volta na mesa: Guilherme do Papo de Homem, Ser desconhecido que chegou DO NADA pra roubar chopp, Melo do Verdade Absoluta, Rafael Ziggy do Sim, Viral, DJ Raphael Mendes do Bobagento e por último, mas não menos embriagado e incoerente, Sr. “Querido Blog” do Microbiocity.
Bando de vagabundo cachaceiro. A torre de chopp foi seguida por outra de igual calibre, o que levou o Sr. “Querido Blog” a adotar comportamentos dignos do Robô Bender:
Ok, só estou falando isso porque fiquei com inveja.
Muito chopp rolando e as besteiras faladas começaram a engrossar e a ficar ainda mais engraçadas. No auge da embriaguez coletiva, chega a notícia:
- Atillah, a Dani chegou.
- ololco
Com alguma dificuldade fui abrindo espaço na multidão, tirei o Santhyago da outra mesa e fomos lá procurar a Dani. Meus olhos abriram um pouco ao ver a moça ao vivo e a cores, e depois de um abraço efusivo (ela me quer, tenho certeza) algum fanfarrão grita:
- Atillah, mostra a camiseta pra ela.
Taí a reação da Dani ao ver seu nome homenageado em minhas costas:
Chorou de rir. A menina é uma graça mesmo. E o resto é história.
Minha nota para o evento foi um retumbante 9,5. A reclamar, apenas a música motherfucker que os músicos fizeram, e os drinks homossexuais que serviram. Queria deixar minhas congratulações ao Sr. Cabianca pela organização do evento, indivíduo este a quem ofendi pessoalmente por deixar que tocassem Legião Urbana em um evento que brilhou em todas as demais áreas.
Confiram também as impressões do Santhyago sobre o Blogcamp.





