Véi, imagina um cara juntar vários metaleiros de peso (puta trocadilho ruim, eu sei) pra formar uma banda de… Metal. Estamos falando de Probot, projeto metaleiro de Dave Grohl (que ficou com a bateria), com outros metaleiros, cada um cuidando de uma música. Foda, né? Você ainda não viu nada.
Tudo começa com o vocal Cronos (Venom), com Centuries Of Sin, a faixa satânica do álbum, e a mais pesada. Sinceramente, eu não gosto de Venom, mas esse som ficou muito, MUITO bom. Tudo que eu consigo dizer sobre o som é: Que baixo. Puta merda, que baixo. Você nem lembra que o Dave Grohl tá na bateria quando ouve o baixo. Mas aí seu barato é cortado quando o Cronos engasga, dando espaço para a próxima faixa do álbum, Red War, com Max Cavalera (Soulfly, Sepultura). Detonador. O scream de Max SEMPRE é bom, não é dessa vez que vai ser diferente. Gritaria do jeito que ele gosta, sem se esquecer do peso e do som bem trabalhado. Saudades do Sepultura, apesar de o som não lembrar muito a banda. Mas lembra.
Lemmy Kilmister (Motörhead) é um dos caras mais legais do Rock, assim como Dave Grohl, e é dele a faixa mais legal do álbum, Shake Your Blood. Foi o single da banda, que tem clipe e tudo mais, dá uma pesquisada por aí. Esse som é a mistura de Motörhead com Foo Fighters, tinha tudo pra ser bom. Até Mike Dean (Corrosion of Conformity) chegar e estragar a festa, com Access Babylon, uma PAULEIRA DO CARÍI. Relembrando velhos tempos de Crossover do CoC, batida rápida, música descomplicada e aquela sensação de que você seria mais feliz se ouvisse mais músicas nesse estilo.
Kurt Brecht (D.R.I.) já manda um som mais “calmo”, Silent Spring. Calmo pra ele, claro, afinal, estamos falando de outra banda Crossover. Mas é aquela coisa, o projeto é diferente, então é hora de inovar. O som fica bem empolgante já no fim, e você só não aumenta o volume por ele já estar no máximo desde a primeira música. Tente não ficar surdo, muita coisa boa está por vir, como a próxima faixa: Ice Cold Man, com Lee Dorrian (Cathedral, Napalm Death). Não, não é uma pancadaria, é um som que segue um pouco o estilo Grunge, mas não atire pedras em mim, eu disse UM POUCO. Grohl tem essa faixa como a favorita, mas ele não entende NADA de música. É claro, esse som é sensacional, soa como um hino, até. Porém, todo mundo sabe que as melhores faixas do álbum são a primeira e a última. Mas calma, ainda estamos longe da última. E, por falar em melhores faixas, nem o Stoner Rock fica fora desse álbum. Scott “Wino” Weinrich (St. Vitus, Obsessed, Spirit Caravan, Place of Skulls) detona tudo com The Emerald Law, assim mesmo, sem pena. E, afinal, o que se falar de Stoner Rock? Nada, véi, o som é sensacional, e essa faixa talvez seja a mais diferente do álbum. Apesar de o álbum contar com 11 vocalistas de 11 bandas diferentes, as faixas não se diferenciam tanto, até porque a banda de apoio e o Dave Grohl é um só. WOW! Esse refrão é empolgante.
Big Sky, com Tom G. Warrior (Celtic Frost /Apollyon Sun), já é um som mais industrial, como a primeira faixa, mas não tão pesada. Mas essa é a parte Stoner do álbum, então qualquer semelhança é mera coincidência. Hm, nunca havia dito isso antes, e nem me orgulho disso agora. Enfim, pelo menos pra mim, essa faixa não é tão empolgante, mas é boa. É daquelas que acabam fazendo você acompanhar o som batendo o pé no chão, e tal. Já Dictatorsaurus trás Snake (Voivod), com um som bem mais animado, e talvez o som que tenha mais a cara do Metal dos anos 80. Então, acho que não preciso falar muita coisa, né? Tente não acompanhar a bateria ouvindo essa faixa, só tente. Se você conseguir, você é TANGA. Pra finalizar as influências Stoner, Eric Wagner (Trouble, LID) abençoa o álbum com My Tortured Soul. White Metal, manja? Mas nem por isso o som é chato, o refrão é bem legal, assim como a música é bem trabalhada.
Agora é a hora chata, finalizar o álbum. E essa missão ficou pro King Diamond (Mercyful Fate), com Sweet Dreams, que pra mim só não é a melhor faixa do álbum porque eu sou gamado pelo baixo e pelo peso do primeiro som. Mercyful Fate, convenhamos, é uma banda chata pra cacete. Mas o Diamond mandou MUITO bem nessa faixa, mesmo com aqueles gritinhos clássicos. O começo desse som dá medo, tem até uma risadinha macabra. Depois, você é atacado pela guitarra e pelo próprio Diamond, que seria capaz de aparecer no seu quarto AGORA e começar a te socar enquanto canta essa música. Se essa não for a melhor faixa, no mínimo, é a melhor transa
entre música e vocal. O álbum acaba aqui, deixando uma vontade absurda de um próximo álbum… que não vai sair. Podíamos fazer apostas, como colocar Phil Anselmo (Pantera, Down, Superjoint Ritual), James Hetfield (Metallica), Dave Mustaine (Megadeth) e Tom Araya (Slayer), mas seria sonhar alto demais.
Então, fiquemos apenas com essa obra prima, sem reclamar muito.
Probot - Probot
1. Centuries Of Sin (Cronos)
2. Red War (Max Cavalera)
3. Shake Your Blood (Lemmy Kilmister)
4. Access Babylon (Mike Dean)
5. Silent Spring (Kurt Brecht)
6. Ice Cold Man (Lee Dorrian)
7. The Emerald Law (Scott “Wino” Weinrich)
8. Big Sky (Tom G. Warrior)
9. Dictatorsaurus (Snake)
10. My Tortured Soul (Eric Wagner)
11. Sweet Dreams (King Diamond)







