Nota do Piratão: Deborah, a nova colaboradora do AOE, entra no site chutando a porta, mostrando que não teme desafio nenhum - mesmo que o desafiante seja um pirata sanguinário - com uma matéria do caráio sobre nada menos do que Creedence Clearwater Revival. Depois dessa, ela merece as boas vindas de vocês. Aliás, merece as boas vindas de gente melhor do que vocês, cães imundos. Arhhhh!
Creedence Clearwater Revival, ou CCR pra economizar, começou como The Blue Velvets, um trio californiano formado por John Fogerty, Doug Clifford e Stu Cook. No final dos anos 50 eles eram uma banda unicamente instrumental, até que em 1959 eles começaram a tocar junto da banda do irmão mais velho de John, Tom Fogerty, e o negócio deu tão certo que Tom resolveu se juntar a eles definitivamente.
Nessa época eles eram conhecidos como “Tommy Fogerty and The Blue Velvets”. (coisa de veadinho).
Em 1964 os caras resolveram ir atrás duma gravadora e acabaram indo atrás dessa tal Fantasy Records. Só que um dos donos da gravadora resolveu implicar com o nome da banda, mudando de The Blue Velvets para The Golliwogs, uma referência a um personagem dum livro que zoava os negros, que você vê na imagem ao lado.
Com esse nome, 7 singles foram lançados, mas nenhum deles recebeu atenção nacional.
Eles QUASE desmancharam a banda em 1967 por causa de problemas com o exército já que dois dos integrantes (John Fogerty e Doug Clifford) haviam sido convocados. Claro que como bons americanos que são eles passaram a perna no exército e foram dispensados por problemas médicos.
Mas claro que felicidade de pobre dura pouco, e como a história da banda é quase uma novela mexicana, OBVIAMENTE a coisa tinha que sofrer uma reviravolta. A gravadora deles foi comprada por outro zé, um tal de Saul Zaentz. O cara foi bacana e tals, resolveu continuar com a banda e até concordou em gravar um álbum completo SE eles mudassem o nome da banda. Claro que eles concordaram, e assim nasceu Creedence Clearwater Revival.
Só pra explicar, Creedence é parte do nome dum amigo do Tom, Creedence Nuball. Clearwater - água limpa- é por causa das preocupações ecológicas da banda. E o Revival é porque agora que os quatro estavam reunidos, tudo parecia que ia dar certo.
Era assim que seu avô sonhava ser, véi.E deu. Os caras se dedicaram, se demitiram dos empregos, correram atrás de local pra tocar e tudo mais, e finalmente gravaram seu primeiro LP, “Creedence Clearwater Revival”. O CCR não tava exatamente nos planos do Top 40 de 1968, mas acabaram explodindo como uma banda de sucesso da noite pro dia, quando a música “Suzie Q” começou a fazer sucesso nas rádios de vários lugares dos EUA. E logo eles foram pra estrada pra fazer shows.
Em Janeiro de 1969 eles lançaram outro LP, o Bayou Country, contando com várias músicas de sucesso, como “Proud Mary“, número 2 na Billboard, e com versões cover de artistas como Tina Turner. Aliás, essas duas músicas aí de cima são umas MARAVILHAS, mas se fosse pra escolher uma pra dedicar seria “I put a spell on you”
. Prosseguindo, o quarto single do CCR, “Bad Moon Rising“, ficou em 2º lugar nas paradas. A música foi incluída no álbum “Green River“, lançado em Agosto de 1969. CLARO que esse álbum também foi um sucesso, virando disco de ouro e tals. O single “Green River” foi o 2º nas paradas da Billboard. O lado B do single, “Commotion“, também foi pras paradas na 30º posição. Outra canção do mesmo álbum, “Lodi“, também foi sucesso nas rádios.
A banda continou a fazer tours, incluindo até um show no festival de artes e música de Woodstock, porém eles não foram incluídos nem nas filmagens nem em nada, porque um dos Fogerty achou que o show foi ruim, pois a banda que tocou antes deles, Grateful Dead, passou o limite de horário e quando foram terminar a apresentação já era 3 da madrugada, então, quando o CCR começou a tocar a platéia já tava dormindo.
Nesse meio tempo, os caras que não eram lerdos nem nada, já tavam gravando material pro próximo álbum, “Willy and the Poor Boys“, e claro tiveram sucesso também com músicas como “Down in the Corner” e “Fortunate Son“.
Em Janeiro de 1970 lançaram OUTRAS músicas de
sucesso: “Travelin’ Band” e “Who’ll Stop the Rain“, que deu uns problemas judiciais e tudo mais com o Little Richard, que alegou esta ser uma cópia PARAGUAIA de “Good Golly, Miss Molly”. Problemas judiciais ou não, eles continuaram, e na primavera gravaram o melhor álbum do CCR “Cosmo’s Factory“, que contava com músicas como “Up around the Bend” e “Lookin’ Out My Back Door“. Eles também fizeram um cover de “I Heard it through the Gravepine” que é bem legal. O LP chegou a ser o primeiro lugar nas paradas e o CCR teve 7 singles em segundo lugar. Resumindo, os caras tavam fazendo um puta sucesso e lançando músicas novas direto. Mas, claro, sempre tem algo pra estragar. Por causa dos tours e das gravações, eles ficaram estressados, sob pressão e tals, e nisso o John começou a querer controlar a banda. Imagine se o théo resolvesse que o Piratão teria que fazer um especial sobre EMO. É, isso deixou os caras putos, principalmente o irmão dele, o Tom, que antes cantava e compunha músicas, e que agora estava sendo rebaixado a um simples guitarra base.
O clima tava ruim, mas eles continuaram juntos e tocando. Gravaram mais um LP, “Pendulum“, lançado perto do Natal de 1970. Nesse LP foi lançada a música “Have you ever seen the rain?“, que tem milhares de covers e provavelmente até vocês que são TANGAS devem conhecer. Afinal, até EU conhecia essa música. Apesar do novo sucesso, os dois irmãos brigaram, e o Tom Fogerty resolveu sair da banda e tentar carreira solo (que não deu tão certo assim). Os outros membros do CCR resolveram seguir como um trio e, apesar de não lançarem um álbum em 1971, lançaram o single “Sweet Hitch-Hiker“, que foi bem recebido e fizeram tours nos EUA e na Europa. Só que as relações entre os membros do CCR estavam cada vez piores, e depois de várias brigas o John teve um chilique e mandou o Clifford e o Cook começarem a compor músicas também, já que queriam tanto participar dos negócios da banda. E como todo bom CHILIQUENTO ameaçou sair caso não fizessem isso.
Bem, PERDEU PRAYBOY. Foi o pior erro da vida dele. O álbum lançado com as composições dos dois foi o PIOR do CCR.
“Mardi Gras” foi lançado em 1972, teve poucas vendas e foi muito criticado.
E essa foi a gota d’água pro CCR, afinal, a banda estava insustentavél a essa altura. Os caras resolveram fazer um último tour e então se separaram oficialmente em 16 de Outubro.
E assim chegamos ao final dessa NOVE…Biografia.
E claro que vocês não precisam SABER de NADA DISSO. Ler é coisa pra VEADINHO. TSA PORRA porque ainda tão lendo isso ao invés de tarem OUVINDO as MÚSICAS? Eu até vou ser GENEROSA, dando EXEMPLOS pra vocês:
Abaixo, o vídeo de “I put a spell on you”:
Aqui os caras caem matando com o hit Suzie Q, ao vivo:
Bad Moon Rising não podia faltar:
Proud Mary, outro sucesso dos caras:
Se você chegou até aqui, provavelmente já melhorou pelo menos um pouco seu gosto musical. Prosseguimos agora, com Woodstock Bayou:
E, fechando com chave de ouro, a estupenda Who’ll Stop the Rain. Depois dessa, ou você larga de ser musicalmente efeminado ou você é um caso perdido:
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