Nem só de personagens com super poderes roda o mundo dos mangás. Por incrível que pareça, existem mangás com histórias inteligentes que de certa forma, quebram o ”clichê Shounen Jump” (Vitória, perseverança e amizade).
E assim é Death Note.
Criado por Tsugumi Ooba e Takeshi Obata em meados de 2004, Death Note em minha opinião foi um mangá que revolucionou por sua história. O mangá possui 12 volumes publicados no Japão, e o anime que possui 37 episódios e ainda dois longas que fizeram com a mesma história (apesar que sempre mudam alguma coisa nos filmes fazendo a história ficar uma porcaria) e parece que vai sair mais um filme para 2008, não com o mesmo enredo porque vai focar em outro personagem da série.
E aconselho a lerem o mangá: por não ter muita ação, fica chato ficar vendo o anime e no mangá se acaba prestando mais atenção nos diálogos que são MAIS importantes na série.
Mas então, Death Note fez tanto sucesso que geralmente ocupava o top 10 dos mangás mais vendidos no Japão, ficando muitas vezes em primeiro. E se não me falha a memória, foi eleito por voto popular um dos 10 melhores mangás já criados.
No Brasil, está sendo lançado pela JBC Editora, já publicaram até o volume 3, então corre atrás que não ta muito adiante na história.
Pena que por aqui mangá é caro pra caralho, cada volume de Death Note tem 200 páginas e lindos $10,90 (mais barato que Battle Royale que é $12,90). Sinto saudades da época que se comprava mangás desse estilo por $2,50
A clássica imagem do volume 1
A história começa quando Raito Yagami, um jovem estudante entediado de sua rotina ”casa-escola”, encontra um caderno estranho, uma capa preta apenas escrito ”Death Note” e um manual de instruções nas primeiras páginas (eu espero que vocês tenham noção suficiente de inglês para saber o que significa). Que de acordo com o que se encontra escrito no ”How to use it” (de novo, se não sabem inglês VÃO ESTUDAR VAGABUNDOS) do caderno, a pessoa que você escrever o nome ira morrer. O escritor tem 40 segundos para especificar como ele irá morrer, caso seja especificada a causa mortis da vitima, o escritor terá mais 6 minutos e 40 segundos para detalhá-la. Caso nada seja escrito, a pessoa sofrerá um ataque cardíaco.
Parecendo uma piada de mau gosto, Raito praticamente ignora o caderno. Mas cá entre nós, o poder de matar alguém sem precisar levantar a bunda da cadeira é bastante tentador, e eu sei que por mais que qualquer um ache que isso não vá funcionar, todo mundo iria escrever o nome de alguém.
E não é diferente com Raito, que sente-se tentado a experimentar o caderno, escrevendo o nome de um criminoso que está no noticiario das 8. Seu espanto maior vem quando o jornal mostra a policia invadindo o local onde está o criminoso e encontrando ele morto. Achando que isso é uma puta coincidência, ele resolve testar em diversos outros criminosos, sempre usando como causa mortis o ataque cardíaco.
Fascinado com o poder do caderno, Raito resolve usar ele para um bem maior: Livrar a humanidade da violência. Segundo ele, o mundo está cada vez mais decadente e precisa de alguém para fazer o julgamento dos criminosos, principalmente áqueles que não são condenados por seus crimes.
Cerca de uma semana após Raito obter o caderno, o Shinigami Ryuuku (Nota de cultura inútil: Shinigami é o Deus da Morte segundo a cultura japonêsa) aparece diante dele explicando a origem do Death Note. No mundo dos shinigamis, todos possuem um Death Note, acontece que algumas vezes esses shinigamis deixam seus cadernos caírem no mundo humano, e aquele que encontrar o caderno passa a ser o seu dono até que morra, sendo acompanhado pelo shinigami que em seguida, pega o caderno de volta. Mas claro que Ryuuku - que é o personagem mais do caralho da série - não deixou acidentalmente o caderno cair no mundo humano. Assim como Raito, ele se sentia entediado da vida de shinigami e resolveu jogar o caderno para poder se divertir vendo como os humanos usariam o Death Note.
É, aquilo ali é um Deus da Morte.
Seguindo seu plano de todas as noites tentar dominar o mundo, opa, err.
Seguindo o plano de livrar o mundo de todo o mal, Raito começa a matar diversos criminosos, aqueles que já foram julgados e aqueles que ainda não foram, não perdoando nem mesmo crimes leves.
E praticamente um culto se forma no Japão para ele, esse assassino misterioso fica conhecido como ”Kira”, dividindo a opinião das pessoas se o que está fazendo é um ato não muito diferente dos criminosos, ou algo pelo bem da humanidade.
Como era de se esperar, não demora muito para a policia se interessar pelo caso das mortes inexplicáveis. Mas devido a falta de pistas e parecendo um crime cometido por algum tipo de Deus, L ,o maior detetive do mundo, resolve tentar solucionar esse caso intrigante, logicamente, L é apenas um pseudônimo, assim como seu nome, sua face também é um misterio, já que poucas pessoas possuem contato com ele.
L é uma pessoa um tanto excentrica. Adora comer doces e sentar da maneira mais desconfortável possivel. Mas fica evidente que sua inteligencia está acima de todas as pessoas comuns. Sendo capaz de elaborar teorias satânicas de tão complicadas para solucionar seus casos.
Não muito adiante L desafia Kira abertamente, e como Kira não possui o nome verdadeiro, muito menos sabe o rosto de seu desafiante, fica impossibilitado de livra-se dele com o poder do Death Note, tendo que entrar em um arriscado duelo para revelar seu adversário.
E ai vem toda a parte interessante do mangá, ambos L e Raito são SUPER GÊNIOS, que elaboram as teorias mais absurdas para tentar descobrir a identidade um do outro. Apesar da dificuldade que eles têm em cumprir seus objetivos eu garanto que eles tem argumentos o suficiente para contestar a LEI DA GRAVIDADE.
Eu ia colocar uma foto do L aqui, mas não achei nada decente, então va ler o mangá.
Mas o que torna Death Note tão interessante afinal? Não simplesmente um enredo bem elaborado, o grande fator seria a falta de um antagonista. Como assim? Raito tem seu próprio meio de justiça, e L tem o seu.
Apesar de Raito ser abertamente o protagonista, muitas vezes ele parece mais o antagonista. Enquanto esse que se opõe ao personagem principal é L, que naturalmente deveria ser o antagonista.
E sabem quando eu falei que cai fora do clichê shounen jump? Pois é, o que cai fora é por causa do conflito, ambos querem vitória e vão perseverar até consegui - lá.
E sobre link para download, o scanlator que traduziu Death Note, novamente tirou a série do ar por causa dele ter sido licenciado, mas como acordei de bom humor (mentira) vou deixar meio caminho andado para vocês procurarem aqui ou aqui .
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