CERA DE VÃâ€MITO
Bom, muita gente aqui sabe que eu trabalho em uma marcenaria. O que pouca gente sabe, é que eu tenho um cd do Só Pra Contrariar. Mas isso é outra história.
Tá, tinha. Saudosa infância regada a música ruim.
Aposto que muita gente aqui gosta de MPB, certo? Rá! Eu sabia. Eu sempre sei. Deixando meu ego de lado, eu já trabalhei pra um mpbzista, nos meus tempos de marceneiro, que não me recordo o nome. Sei que fui na casa dele, conheci a empregada dele e trabalhei enquanto ele tocava violão deitado em um colchão na sala. Na época ele nem era muito conhecido e eu não tinha nem pêlos no c… ah não, eu já tinha sim.
O fato que eu quero contar pra vocês é o seguinte: a gente estava reformando geral os guarda-roupas do cara, mas um deles precisava de uma bela encerada pra ficar bonito. Então eu fui encarregado de passar a tal cera no tal guarda-roupas, que ficava em um quarto de hóspedes. Aquela cera fedia a porco, mas eu só estava fazendo o meu trabalho. Que tinha o mesmo cheiro. Até meu irmão encontrar pedaços de mortadela no meio daquilo - da cera, não do meu trabalho. Naquela época, um dos funcionários comia mortadela o dia inteiro, era incrível. Você encontrava pimentas-do-reino boiando na água da privada. Eu só não imaginava achar o mesmo em uma lata de cera. E entre as minhas unhas.
Pois é, passar vômito no guarda-roupas de um MPB não é pra qualquer um.
O JAPONÊS
Não tenho nenhum conto com asiáticos, vsf.
PROFISSÃO: PERIGO JESUS
Sabe, quando a piada não era “pega no pau o dia inteiro” ou algo do tipo, era “profissão de Jesus, hein?!”. NÃO. Jesus era CARPINTEIRO, marcenaria é uma profissão ACIMA disso. Não transformamos água em vinho, mas… nós pregamos.
ASSÉDIO
Eu me lembro vagamente de alguns acontecimentos marceneirísticos ocorridos há algum tempo atrás. Como 83,1241236% dos leitores desse site gostam de contos de marceneiros, eu sempre tenho o prazer de publicá-los por aqui. Hm… essa é a primeira vez, né?
Acho que foi no meio de 2005. A gente foi fazer uma entrega num puta apartamento, véi; cê precisava ver aquilo. Enfim, a área de serviço dava de frente para um cemitério. Sim, a vista INTEIRA da área de serviço era o cemitério INTEIRO. E havia uma empregada alí, que puxou assunto comigo.
- Temos uma vista privilegiada aqui.
- Hmm… sabe, eu - [Liga uma máquina extremamente barulhenta]
- Ahn? Eu não ouvi nada por causa do barulho da máquina.
- Eu não lembro o que você perguntou… rs
- Você riu “rs”?
- Ahn… não?
- …
- Enfim, o que você dizia?
- Ah, eu disse que a vista daqui dá de cara com um cemitério.
- Ah sim…
- É enorme… ![]()
- (E olha que ela nem viu)
Essa é a parte em que eu finjo estar ocupado, então o assunto acaba e ela volta a trabalhar. Mas ela decidiu puxar assunto de novo, o que é normal quando se tem uma pessoa tão atraente como eu por perto.
- Você tem namorada?
- Não… - até eu mesmo teria dó de mim com a cara que eu fiz quando disse “não”.
- Tem quantos anos?
- 48.
- Hmm…
- (Que tipo de empregada pergunta pra um marceneiro se ele tem namorada? Aliás, que tipo de mulher pergunta pra um marceneiro se ele te…
- Eu gostava de namorar no cemitério.
- …m namoRADA?) - aí eu liguei a primeira máquina que eu vi na frente e só desliguei na hora de ir embora.
Hoje em dia, meu relacionamento com as empregadas mudou.
- Menino, já posso limpar aqui?
- Ahn… isso foi uma cantada?
E por isso, meu dia dos namorados é sempre o mesmo.
