Sabe aquelas revistinhas japonesas que você sempre da uma olhada quando vai comprar Turma da Mônica mas nunca teve coragem de dar uma olhada por mais tentadora que ela fosse? Que você sempre assimila a Dragon Ball, com personagens bonitinhos, poderes idiotas e sempre enfrentando inimigos mais fortes pelo bem do planeta?
É você é tanga mesmo que não manja de mangás.
Battle Royale foi baseado em uma novela nipônica de sucesso criada por Koushun Takami em 1999. Teve suas primeiras publicações no Japão em 2000 pela Young Champion Comics, posteriormente começou a produção de um longa com a mesma história. Em 2003 iniciou-se a produção das fracasad…digo, das continuações: Battle Royale 2 (Filme e mangá).
No Brasil o mangá foi licenciado pela Conrad Editora na metade de 2006, e já possui 9 volumes, dos 15 publicadas no Japão. Possuindo cerca de 200 páginas por volume a salgados $12,90.
Tá, chega de informações técnicas e vamos ao que interessa.
12,90, salgado mas vale a pena.
Imagine o seguinte: todos os seus colegas de aula. Todos mesmo, aqueles que você odeia a meninha que você tem uma paixão platônica, aquele seu amigão de infância que deve estar te devendo mais de 100 reais, todo mundo sendo largado em uma ilha deserta com uma arma aleatória com um único objetivo: Matar uns aos outros, aquele que restar ganha o grande prêmio. E você vai ter uma idéia do que Battle Royale se trata.
Quem você conhece?.
No futuro o Japão se torna um lugar marginalizado, jovens rebeldes que fazem o que bem entendem. Os pais não agüentam mais os próprios filhos, os professores são espancados pelos próprios alunos, a policia não sabe o que fazer para tentar conter essa onda de rebeldia.
O governo sem outra solução decide assinar uma lei: A lei BR.
Essa lei permite a criação do ”Programa”, um reality show que todo ano pega uma turma do ensino médio. Não que os alunos da turma sejam avisados que vão participar, na verdade, esse é o tipo de reality show que ninguém gostaria de participar, mas que todos adoram ver, atingindo os mais altos picos de audiência
O ”Programa” funciona da seguinte forma: Todos os alunos da turma escolhida são soltos em uma ilha deserta, com uma mochila com alguma coisa de comida e uma arma. Entenda por arma pistolas, rifles, metralhadoras, granadas, facas, baldes, bumerangues, dardos, veneno para rato, a sua sogra (que é um CANHÃO) e etc…
Cada participante possui um colar que permite sua localização e o monitoramento de seus batimentos cardíacos (para saber se ele está vivo ou não). Estipulando um prazo de máximo de 3 dias para restar somente um sobrevivente, caso contrário os colares explodirão matando todos os participantes (a tentativa de retirar o colar também faz ele explodir).
O medo e a vontade de sobrevivência tomam conta de todos os participantes, não existem mais amigos, apenas rivais. Alguns se deixam levar pelo frenesi do Programa e saem matando descontroladamente, outros ficam loucos com a idéia de morrerem assim que forem ao banheiro, e outros tentam inutilmente manter e calma e dar um jeito de sair dessa situação.
Situações agradaveis do cotidiano.
O mangá possui 42 personagens (21 homens e 21 mulheres), sendo que nem todos chegam a ter alguma importância significativa, talvez a história de apenas uns 20 seja realmente explorada enquanto outros, são apenas figurantes que estão lá para morrerem de formas diferentes e fazerem a felicidade do leitor.
Entre todos os personagens se destacam: Shuuya Nanahara, o protagonista, jovem otimista que acha que tudo vai terminar bem, viciado em rock’n’roll e acha que pode mudar o mundo com sua música. Noriko Nakagawa, apaixonada por Shuuya, que encontra conforto em seu otimismo de que tudo vai acabar nunca deixando morrer a esperança (nossa, que meigo), Shogo Kawada, ex-participante do programa, saiu vencedor da edição passada após matar sua própria namorada, teve sorte o suficiente para cair em uma turma que vai participar do programa, é uma mistura de Locke (lost) e Macguyver (sei lá como escreve) sabe tudo de sobrevivência, personagem com a segunda aposta mais alta de vitória. Hiroaki Sugimura, mestre de kung-fu e diversas outras artes marciais, o que o torna um participante com ótimas condições para ganhar o programa já que mata com as próprias mãos. Mitsuko Souma, ou Hardcore Souma como é conhecida no colégio, uma puta, usa de seu corpo para seduzir os outros participantes boquetando eles até a morte (heh). Shinji Mimura, garoto popular entre as mulheres, gênio em informática e jogador de basquete, cria um plano audacioso para tentar acabar com o programa. E por último e MAIS importante, Kazuo Kiriyama, nada abaixo do perfeito descreve esse personagem, ele é DEUS, frio e sem sentimentos, mata por simples prazer e para estudar o corpo humano em suas diversas formas de morte, tudo que se mete a fazer se torna o melhor, a ponto de aprender tudo somente com livros (e teorias dizem que a única coisa que existia em sua mochila era munição para sua UZI) personagem que recebeu as maiores apostas para ser o vencedor.
Kiriyama, Véi!
Battle Royale com certeza é um dos mangás mais violentos que existe, uma história diferente e que faz você ficar cada vez com mais vontade de ler.
Infelizmente, antes que você venha pedir links para download, o fansubber que traduziu Battle Royale tirou as edições do ar devido a Conrad ter licenciado o mangá. O que é uma baita frescura essa história de querer promover a compra de mangas no Brasil.
Então deixa de ser tanga e desembolsa 12,90 (que será o seu dinheiro mais bem investido desde a playboy da Xuxa) ou comece a procurar algum site para download.









