Se você está cansado de ler livros de auto-ajuda, Paulo Coelho e o guia moderno das garotas de programa (livros como “O Doce Veneno do Escorpião” inclusive, alguém entendeu o por que do nome desse livro?), esta aí uma boa pedida para sua base literária: livros de terror.
Esqueça os suspenses românticos e livros policiais da Agatha Cristie, aqui estamos falando de livros de terror … e não só de histórias, e sim de todo tipo de literatura, seja ela contos, prosas, poesias, ou qualquer outro tipo de intervenção literária. Os livros de terror datam de muitos tempos atrás, desde contos fantásticos envolvendo demônios e descrições dos círculos do inferno até contos modernos de fantasmas e casas abandonadas no fim da rua. Como todos os outros estilos de livros, os livros de terror também sofrem grandes alterações de acordo com a cultura e seu tempo. Desde Dante a Poe, até chegar a King e Kootz.
Antigamente livros e contos de terror eram contados com muitas metáforas, tinham aquele ar de literatura antiga mesmo, eles seguiam as linhas poéticas e o estilo de escrever meio padrão, onde existiam criaturas fantásticas, que iam muito além da compreensão humana, e as explicações desses monstros eram bastante poéticas, como tudo na época. Isso inclui dêmonios que conversavam com cabeças humanas recém decepadas á mulheres grávidas de verdadeiras aberrações. Ou seja, o terror tinha um significado bem diferente do atual, era aquilo que fazia as pessoas não saírem de casa no escuro, que ensinava as crianças a não serem malcriadas ou que criasse lendas para serem contadas no futuro.
Tudo é eventual … no final do livro você chega a mesma conclusão que o autor.Hoje em dia temos como terror algo que a ciência não seja capaz de comprovar ou explicar, como aliens, fantasmas e Deus/Diabo. O terror moderno passou de pequenos fragmentos para assustar os culpados á algo que foge da realidade, como as lendas urbanas, as quais várias pessoas ainda acreditam fielmente (eu não acredito mas também não tenho coragem de ficar invocando a loira do banheiro, ou ficar na frente de uma igreja a meia noite para ver o fantasma da noiva abandonada).
Vemos hoje em dia que livros de terror que contam histórias que assustam os adultos, que põe medo no mais marmanjo dos marmanjos.
O estilo de escrever varia muito de cada autor, mas o que tenho visto bastante é o uso de poucas metáforas, usando uma
linguagem mais explícita e mais explicativa, para quem gosta de metáforas o terror moderno se tornou sem graça, fácil demais para se compreender. Hoje em dia as cenas de terror envolvem sangue e restos fecais (e palhaços), enquanto antigamente se usavam bastante cadáveres, esqueletos, demônios e animais tipicamente macabros. O favoritismo é de cada um, mas é difícil alguém que goste do gênero não gostar de todas as etapas que envolvem essa pequena fração da literatura, já que todas tem o bom e velho terror, apenas em doses e e jeitos diferentes de descrevê-lo.
Para quem gosta, recomendo os livros de Stephen King e Dean Kootz, que já foram mencionados, e claro os de Edgar Allan Poe e H.P. Lovecraft. Todos são bons, na verdade ótimos, só depende de qual história de terror te chama mais a atenção.
Concluindo, parem agora mesmo de ler As bruxas de Portobello e vão ler um livro de verdade, se não quiserem um de terror peguem qualquer outro, só parem logo de ler esse monte de porcaria impressa em papel.









