Este texto faz parte de uma série. Veja o índice aqui.
Português é a matemática com palavras. Aqui se emprega MUITA lógica. Como brasileiro é burro e mal sabe somar, esta é a razão para tanto texto ruim em vestibulares…
A sintaxe estuda a ordem que devemos usar para fazer uma frase ou oração. De maneira que tu entenda:
Gramática: estuda a COISA (palavra);
Sintaxe: como que a coisa (palavra) funciona numa oração (frase com verbo).
Como este é um estudo muito extenso, vou dividi-lo em duas partes: Análise Sintática Interna e Externa.
Antes de mais nada, para que exista uma oração, devemos ter um sujeito e um predicado. O sujeito pode ser simples (um núcleo), composto (mais de um núcleo), indeterminado ou inexistente. Vou explicar só os dois últimos.
Indeterminado: O sujeito é um cara desconhecido. Por isso, se usa o verbo na 3ª Pessoa do Plural ou na 3ª Pessoa do Singular com o pronome SE.
Falaram mal de ti. Pra variar, sabe.
Precisa-se de colaboradores que saibam escrever.
Inexistente: O sujeito simplesmente não aparece. Tanto que os verbos aqui utilizados são os impessoais, ou seja, verbos que indicam fenômenos da Natureza, os verbos ESTAR, FAZER, HAVER e SER indicando os mesmos damns fenômenos naturais e o verbo HAVER, no sentido de existir.
Quanto ao predicado, ele pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.
Véi, tu ainda tá lendo isso!?!?!? Sou teu fã de daqui em diante. Deixando as enrolações de lado, vou explicar os três tipos de verbos que temos. Eles se classificam para a Libertadores a medida que ganham os jogos do Brasileirão pela necessidade de um complemento.
Intransitivo: Ele fica quieto na oração. Não precisa de nenhum complemento. Ele por si só se explica. Pega essa frase aqui: Eu saí. Ela se explica. Não preciso dizer para onde nem quando que eu saí. Ela não presta explicação pra ninguém, diferente de ti que dá satisfação para tua mãe.
Transitivo: Ele não fica quieto na oração. Ele fica transitando por ela e fica dando satisfação para todos. O verbo transitivo pode ser
Direto: que responde às perguntas O QUÊ? e QUEM?. Ele responde as perguntas diretamente ligadas a ele.
Ele comprou (O QUÊ?) um celular.
Indireto: esse aqui responde as perguntas pelos outros. Sempre vem com uma preposição junto dele. As perguntas mais usadas para identificá-lo são DE QUÊ?, DE QUEM?, A(PARA) QUÊ?, A(PARA) QUEM?, EM QUÊ? e EM QUEM?.
Atirei um pau (EM QUEM?) no gato-tô.
Diretos e indiretos: são os verbos TANGA. Eles precisam explicar por eles e pelos outros. Tipo tu, sabe? Olha aí o exemplo.
Eu trouxe (O QUÊ?) uma picanha (PARA QUÊ?) para assar.
De ligação: Estes só juntam sujeito com predicado. São os verbos SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, PARECER, ANDAR, CONTINUAR, VIRAR, TORNAR-SE e outros que não lembro agora.
Pra ti saber que tipo de predicado que é, só dá uma olhada no verbo. Faça as perguntas pra ele e ele vai te dizer. Viu, português é um idioma legal quando quer ser…
Aprendeu? Agora vamos aos
Bem, os termos integrantes são TUUUUUUUUUUUUDO o que acompanha o sujeito e o predicado. Eles integram a oração e são imprescindíveis nelas. A menos, claro se tu resolva dizer.
Saí.
Mas tu vais tirar toda a graça da coisa. É coisa fácil (e às vezes soa ridículo). Létisgou!
Objeto Direto: é o que acompanha o… verbo transitivo direto. Eu disse que era meio tosco, mas ninguém se liga nisso. Ele é quem responde àquelas perguntas que te disse. Mas tem um pequeno detalhe: o objeto direto pode vir com preposição, assim como o Objeto Indireto. Mas, no caso do “OD”, a preposição é facultativa.
Objeto Indireto: a mesma coisa do anterior, mas com verbos transitivos indiretos. Como eu acabei de dizer, eles precisam de preposição, pois respondem pelos outros, got it?
Complemento Nominal: sabe o Objeto Indireto? Ele é um Objeto Direto com uma preposição. O Complemento Nominal é exatamente igual ao Objeto Indireto. Porém, diferente do Objetos Direto e Indireto (que completam verbos), o Complemento Nominal completa o sentido de… NOMES! E quando eu digo nomes, me refiro a substantivos, adjetivos ou advérbios. Pega aí um exemplo:
Não duvido de tua capacidade. Este de tua capacidade está completando o verbo “duvido”, logo funfa como um Objeto Indireto.
Não tenho dúvidas de tua capacidade. Agora, o de tua capacidade completa o substantivo “dúvidas”, pois o verbo aqui é “tenho”.
Note que dúvidas é Objeto Direto de tenho.
Agente da Passiva: normalmente, nós falamos usando a voz ativa, ou seja, o sujeito da oração é quem faz as cagas a ação. O Agente da Passiva faz com que o sujeito sofra a ação. Olha aí:
Ele bebe Guinness. Ou seja, o sujeito (que é ele) faz a ação (que é beber uma Guinness). Note que Guinness é Objeto Direto de “bebe”.
Guinnes é bebida por ele. O significado é o mesmo, mas agora o sujeito (uma Guinness bem gelada) é quem sofre a ação (ser bebida) por ele. Este ele não é sujeito, nem nenhum tipo de Objeto. Aqui, ele é um Agente da Passiva.
Estamos quase acabando a nossa aula de hoje, crianças. Vamos estudar agora os termos acessórios. Eles são um total de quatro.
Adjunto Adnominal: é o que vai junto de um nome (LOL). Tu pode usar como um Adjunto Adnominal um artigo, um adjetivo e qualquer outra coisa que qualifique o sujeito da oração.
Adjunto Adverbial: é o que vai junto de um nome (cara, do jeito que eu explico, isso aqui parece ridículo…). O Adjunto Adverbial é um advérbio, como eu já te expliquei. Ou seja, qualquer coisa que qualifique o verbo (ou funcione como um advérbio) é um Adjunto Adverbial.
Aposto: é um termo que especifica de quem se fala. E sempre vem entre vírgulas.
“A Bel, aquela que escreve o Soltando as Trompas, mora em Goiás.”
Vocativo: é como o Aposto, mas indica com quem se fala. Ele também é separado por pontuações.
“Pizurk, estou te mandando um e-mail com outra imagem para a SE.”
É isso pessoal. Isso foi a explicação de palavras numa mesma oração. Amanhã eu explico as relações de orações numa mesma frase.
→ por Renan, em 20 de janeiro de 2009, às 0:01
Tags: Escrita
No atirei o pau no gato, o verbo é VTDI, e não VTI, como escrito. Atirei (O Quê) o pau (Em quem?) no gato. Mas essa frase tá muito estranha, tem que ser atirei o pau na gata.
Gabriel
Tudo bem colocar essa coluna Pasquale, mas deixar praticamente só ela no main AOE já encheu o saco.
Quer ter um avatar também? Clique aqui e saiba como! Mas se você for feio, não use uma foto sua, por favor.
ato ou efeito
contém sarcasmo, ironia e humor ácido. não adianta reclamar. use o bom senso e respeite a opinião alheia. noob.
© ato ou efeito (2006 - 2009) | Alguns direitos reservados. | Política de Privacidade (clique!) | Não copie textos na íntegra, tenha bom senso.
NOSSOS COLABORADORES E COLUNISTAS SÃO VOLUNTÁRIOS. O AOE É UM SITE COLABORATIVO. ENVIE SEU TEXTO!