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Guia para um bom português Parte 6: Análise Sintática Interna

O táxi dos pecados.

Este texto faz parte de uma série. Veja o índice aqui.

Português é a matemática com palavras. Aqui se emprega MUITA lógica. Como brasileiro é burro e mal sabe somar, esta é a razão para tanto texto ruim em vestibulares…

A sintaxe estuda a ordem que devemos usar para fazer uma frase ou oração. De maneira que tu entenda:

Gramática: estuda a COISA (palavra);
Sintaxe: como que a coisa (palavra) funciona numa oração (frase com verbo).

Como este é um estudo muito extenso, vou dividi-lo em duas partes: Análise Sintática Interna e Externa.

Antes de mais nada, para que exista uma oração, devemos ter um sujeito e um predicado. O sujeito pode ser simples (um núcleo), composto (mais de um núcleo), indeterminado ou inexistente. Vou explicar só os dois últimos.

Indeterminado: O sujeito é um cara desconhecido. Por isso, se usa o verbo na 3ª Pessoa do Plural ou na 3ª Pessoa do Singular com o pronome SE.
Falaram mal de ti. Pra variar, sabe.
Precisa-se de colaboradores que saibam escrever.

Inexistente: O sujeito simplesmente não aparece. Tanto que os verbos aqui utilizados são os impessoais, ou seja, verbos que indicam fenômenos da Natureza, os verbos ESTAR, FAZER, HAVER e SER indicando os mesmos damns fenômenos naturais e o verbo HAVER, no sentido de existir.

Quanto ao predicado, ele pode ser verbal, nominal ou verbo-nominal.

A predicação verbal

Véi, tu ainda tá lendo isso!?!?!? Sou teu fã de daqui em diante. Deixando as enrolações de lado, vou explicar os três tipos de verbos que temos. Eles se classificam para a Libertadores a medida que ganham os jogos do Brasileirão pela necessidade de um complemento.

Intransitivo: Ele fica quieto na oração. Não precisa de nenhum complemento. Ele por si só se explica. Pega essa frase aqui: Eu saí. Ela se explica. Não preciso dizer para onde nem quando que eu saí. Ela não presta explicação pra ninguém, diferente de ti que dá satisfação para tua mãe.

Transitivo: Ele não fica quieto na oração. Ele fica transitando por ela e fica dando satisfação para todos. O verbo transitivo pode ser

Direto: que responde às perguntas O QUÊ? e QUEM?. Ele responde as perguntas diretamente ligadas a ele.
Ele comprou (O QUÊ?) um celular.

Indireto: esse aqui responde as perguntas pelos outros. Sempre vem com uma preposição junto dele. As perguntas mais usadas para identificá-lo são DE QUÊ?, DE QUEM?, A(PARA) QUÊ?, A(PARA) QUEM?, EM QUÊ? e EM QUEM?.
Atirei um pau (EM QUEM?) no gato-tô.

Diretos e indiretos: são os verbos TANGA. Eles precisam explicar por eles e pelos outros. Tipo tu, sabe? Olha aí o exemplo.
Eu trouxe (O QUÊ?) uma picanha (PARA QUÊ?) para assar.

De ligação: Estes só juntam sujeito com predicado. São os verbos SER, ESTAR, PERMANECER, FICAR, PARECER, ANDAR, CONTINUAR, VIRAR, TORNAR-SE e outros que não lembro agora.

Pra ti saber que tipo de predicado que é, só dá uma olhada no verbo. Faça as perguntas pra ele e ele vai te dizer. Viu, português é um idioma legal quando quer ser…

Aprendeu? Agora vamos aos

Termos Integrantes

Bem, os termos integrantes são TUUUUUUUUUUUUDO o que acompanha o sujeito e o predicado. Eles integram a oração e são imprescindíveis nelas. A menos, claro se tu resolva dizer.

Saí.

Mas tu vais tirar toda a graça da coisa. É coisa fácil (e às vezes soa ridículo). Létisgou!

Objeto Direto: é o que acompanha o… verbo transitivo direto. Eu disse que era meio tosco, mas ninguém se liga nisso. Ele é quem responde àquelas perguntas que te disse. Mas tem um pequeno detalhe: o objeto direto pode vir com preposição, assim como o Objeto Indireto. Mas, no caso do “OD”, a preposição é facultativa.

Objeto Indireto: a mesma coisa do anterior, mas com verbos transitivos indiretos. Como eu acabei de dizer, eles precisam de preposição, pois respondem pelos outros, got it?

Complemento Nominal: sabe o Objeto Indireto? Ele é um Objeto Direto com uma preposição. O Complemento Nominal é exatamente igual ao Objeto Indireto. Porém, diferente do Objetos Direto e Indireto (que completam verbos), o Complemento Nominal completa o sentido de… NOMES! E quando eu digo nomes, me refiro a substantivos, adjetivos ou advérbios. Pega aí um exemplo:

Não duvido de tua capacidade. Este de tua capacidade está completando o verbo “duvido”, logo funfa como um Objeto Indireto.

Não tenho dúvidas de tua capacidade. Agora, o de tua capacidade completa o substantivo “dúvidas”, pois o verbo aqui é “tenho”.
Note que dúvidas é Objeto Direto de tenho.

Agente da Passiva: normalmente, nós falamos usando a voz ativa, ou seja, o sujeito da oração é quem faz as cagas a ação. O Agente da Passiva faz com que o sujeito sofra a ação. Olha aí:

Ele bebe Guinness. Ou seja, o sujeito (que é ele) faz a ação (que é beber uma Guinness). Note que Guinness é Objeto Direto de “bebe”.

Guinnes é bebida por ele. O significado é o mesmo, mas agora o sujeito (uma Guinness bem gelada) é quem sofre a ação (ser bebida) por ele. Este ele não é sujeito, nem nenhum tipo de Objeto. Aqui, ele é um Agente da Passiva.

Termos Acessórios

Estamos quase acabando a nossa aula de hoje, crianças. Vamos estudar agora os termos acessórios. Eles são um total de quatro.

Adjunto Adnominal: é o que vai junto de um nome (LOL). Tu pode usar como um Adjunto Adnominal um artigo, um adjetivo e qualquer outra coisa que qualifique o sujeito da oração.

Adjunto Adverbial: é o que vai junto de um nome (cara, do jeito que eu explico, isso aqui parece ridículo…). O Adjunto Adverbial é um advérbio, como eu já te expliquei. Ou seja, qualquer coisa que qualifique o verbo (ou funcione como um advérbio) é um Adjunto Adverbial.

Aposto: é um termo que especifica de quem se fala. E sempre vem entre vírgulas.
“A Bel, aquela que escreve o Soltando as Trompas, mora em Goiás.”

Vocativo: é como o Aposto, mas indica com quem se fala. Ele também é separado por pontuações.
Pizurk, estou te mandando um e-mail com outra imagem para a SE.”

É isso pessoal. Isso foi a explicação de palavras numa mesma oração. Amanhã eu explico as relações de orações numa mesma frase.

→ por Renan, em 20 de janeiro de 2009, às 0:01

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2 comentários – comente!

No atirei o pau no gato, o verbo é VTDI, e não VTI, como escrito. Atirei (O Quê) o pau (Em quem?) no gato. Mas essa frase tá muito estranha, tem que ser atirei o pau na gata.

[ RESPONDER ] » 20/01/09 | 10:12 | #

Gabriel

Tudo bem colocar essa coluna Pasquale, mas deixar praticamente só ela no main AOE já encheu o saco.

[ RESPONDER ] » 20/01/09 | 14:59 | #
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