Este texto faz parte de uma série. Veja o índice aqui.
Eu tinha dito que iria começar a explicar a sintaxe. Mas não é bem assim. Falar de sintaxe sem apresentar advérbios, preposições e conjunções é como, sei lá, um Chow-Chow ser um animal foda, você não ser tanga e o AOE ser um blog…
Sabe o que é um adjetivo? É uma característica do substantivo. O advérbio é uma característica do verbo. Em termos mais técnicos, o advérbio impõe uma circunstância para o verbo. São sete (uh tererê, listas e mais listas!!!):
-> Lugar: Lá, aqui, acima, perto, longe, embaixo, diante, atrás.
-> Modo: Bem, mal, rápido, devagar, assim, depressa e quase todos os advérbios terminados em mente (tristemente, calmamente…)
-> Dúvida: Possivelmente, talvez, porventura, provavelmente.
-> Negação: Não, nunca, jamais e todas as respostas que tu ouve de uma gordinha sobre qualquer investida sexual nela.
-> Afirmação: Sim, realmente, certamente.
-> Intensidade: Muito, demais, pouco, menos, bastante, meio, excessivamente.
-> Tempo: Agora, hoje, amanhã, jamais, nunca, logo, após, sucessivamente.
Além dos advérbios, existem as locuções adverbiais, que são termos que funcionam como um advérbio. Saca só:
“Você pode ir à direita” -> “Você pode ir ali.”
Tu sabes o que é uma oração? É uma frase com um verbo. Sacou?
“Socorro!”, “Aqui!” e “Agora” são frases.
“Socorram-me!” É uma oração.
A preposição junta palavras soltas de uma oração, para que tenha algum sentido. Veja: “Socorram-me aqui e agora!” O e juntou as palavras “aqui” e “agora”, formando uma única oração. Ou seja, toda palavra usada para unir palavas é (ou tende a ser) uma preposição.
Aqui vai uma pequena lista de preposições: A, ante, após, até, com, contra, de, desde, em, entre, para. perante, por, sem, sob, sobre, trás.
A crase
A união da preposição a com o artigo a gera a crase, que é indicada pelo acento grave (`). Logo, tu podes usar a preposição a antes de qualquer palavra. Mas tu só vais usar a crase quando combinar com o artigo a (ou seja, quando a palavra for feminina).
Não, eu não vou listar palavras “onde pode e onde não pode usar crase”. Eu te expliquei como se usa ela. Tu tens que entender essa coisa, não decorá-la (Aliás, esse é o maior problema educacional do Brasil).
Enquanto a preposição une palavras em uma oração, a conjunção une orações de uma mesma frase.
Existe um total de quinze tipos de conjunções, que são agrupadas em duas categorias: Coordenativas e Subordinativas. Dependendo do tipo de conjunção, tu vais poder dizer se tal oração é subordinada causal, coordenada aditiva, coordenada conclusiva… Enfim, aquelas coisas que te ferravam em português. (Ou pelo menos me ferravam bonito)
Coordenativas
Aditivas: E, nem, não só… mas também, não só… como, etc.
Adversativas: Mas, porém, contudo, todavia…
Alternativas: Ou, ou… ou, já… já, umas vezes… outras vezes, etc.
Explicativas: Porque, que, pois (quando colocado antes do verbo)
Conclusivas: Portanto, logo, assim, em vista, pois (colocado depois do verbo)
Explicativa x Conclusiva: A primeira dá uma explicação, um motivo. A segunda acaba o assunto.
“Parem de discutir, pois será pior.”
“Se continuarem discutindo, será pior. Portanto, parem com isso.”
Subordinativas
Causais: Indicam causa, motivo para a realização (ou não) do que se declara.
Porque, que, pois, visto que…
Comparativas: Estabelecem relações de comparação.
Que, qual (após tal), quanto (após tanto), como, assim como…
Concessivas: Mostra um fato que poderia anular o fato da declaração principal, mas não tem poder suficiente para tanto.
Embora, ainda que, se bem que…
“Ele saiu de noite, embora chovesse muito.”
Condicionais: Indicam uma condição para o fato da oração principal possa se realizar.
Se, caso, contanto que, salvo se…
Conformativas: Apresentam concordância e conformidade com o fato apresentado.
Conforme, segundo, consoante, conforme, que…
Consecutivas: Exprimem consequência do que se declara na oração principal.
Que (antecedido por tão, tal, tamanho, tanto), senão, etc.
“Discutiram tanto que acabaram brigando com socos e chutes.”
Finais: Apresentam uma finalidade para o fato da oração principal.
A fim de que, para que, que, de modo que, etc.
Proporcionais: Demonstram porporcionalidade e fatos simultâneos.
À medida que, à porporção que…
Temporais: Dão uma idéia de tempo.
Quando, logo que, antes que, assim que, etc.
Integrantes: Possuem a função de substantivo, ou seja, de sujeito, objeto direto, indireto, etc.
Aqui, se usam os pronomes relativos, expecialmente o QUE. Tipo, ele retoma um termo já usado anteriormente, ocupando o lugar deste (como o Ricardão, o amante. Sacou, cara?). Olha só:
A verdade é que (retoma a palavra verdade) devemos beber.
É necessário que (retoma necessário) BITHCES STOP BITHCING.
São quatro da manhã e este artigo já tem 800 palavras. Eu sei que a bel faz bem mais de mil num artigo. Mas este é um assunto cansativo. Vou dormir e amanhã eu continuo com isso.
→ por Renan, em 19 de janeiro de 2009, às 0:01
Tags: Escrita
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