Em Setembro a Fox Americana lançou quase que discretamente uma série chamada Fringe. Ao invés de vÃdeos e várias imagens, como outras séries tiveram, ela teve apenas alguns cartazes e um comercial que nada mostrava da série, mas foi uma das mais eficazes propagandas.
O motivo é simples. Ao ser exibido o logo da série (uma espécie de fumaça azul com o nome), embaixo tinha o trunfo escondido pelo presidente do canal da raposa: Nova série de JJ Abrams.
Para você que é um ET e não sabe quem é o cara, eu explico: Ele é produtor e criador das séries mais bacanas da última década. Lost (a série que não acaba nunca), Alias e Felicity são apenas uma pequena amostra do currÃculo do cara. No cinema ele é discreto, porém fez uma grande produção com Cloverfield. Sacou o naipe do cara?
Como é marca registrada dele, a série é envolvida por muitos mistérios que vão sendo desenvolvidos ao decorrer dos episódios. Em apenas 4 episódios lançados, você já não sabe em quem confiar, não sabe mais quem é quem e ganha muito carinho pela protagonista, OlÃvia. E assim meu grande ódio pelo Abrams vai apenas crescendo, pois ele é um dos únicos idiotas - gênios sim, mas idiotas – que consegue deixar-me extremamente curioso.
A história começa quando um avião chega ao aeroporto com todos os passageiros mortos de uma forma extremamente bizarra e, claro, desconhecida. Algo que foi solto lá dentro fez com que todos começassem a se decompor rapidamente, até sobrarem apenas os ossos. OlÃvia e John (parceiro e namorado de OlÃvia), que são do FBI, são chamados para ir investigar o caso. Eles descobrem que aquele atentado que, até então, não foi qualificado como terrorista, faz parte de uma série desencadeada de acontecimentos iguais.

Na manhã seguinte os dois saem em busca de uma pista e acabam encontrando o responsável. Na perseguição, John acaba caindo em uma armadilha, ficando exposto ao mesmo material que fora solto no avião no dia anterior. Aà que começa toda a busca de OlÃvia para achar o culpado e também achar alguém que possa reverter a doença de seu namorado, tudo movido pelo amor.
Para salvar John ela começa a cavar profundamente o caso e descobre que um médico, internado há 17 anos, é o principal responsável por tudo isso. As pesquisas que ele fazia para o governo americano caÃram em mãos erradas e acabaram difundindo-se para todo o lado negro da força. Para conseguir que o velho Dr. Bishop a acompanhe, mesmo com toda a falta de memória dele devido aos anos de carceragem, ela tem de arrastar o filho dele, interpretado por Joshua Jacksson (ex-Dawson’s Creek), criando assim sua equipe tática pronta para salvar o mundo dos mais espetaculares atentados em Boston.
E isso não é tudo o que acontece no primeiro episódio, dá para acreditar? Clones, tecnologia super avançada, medicina pra lá de estranha e um mundo para salvar com segredos à desvendar. Isso é Fringe, uma mistura de Alias, 24 horas e Arquivo X. Saca só o trailer promo:
Para os mais atentos, segue uma curiosidade: Lance Reddick, que interpreta Matthew Abaddon em Lost, está em Fringe como Philip Broyles, o agente especial do FBI. Abrams divulgou que gostou do trabalho do rapaz e o levou junto para a outra série. Isso que é poder, não?
Os atores simplesmente casaram com os personagens. Joshua em um ar cômico e arrogante, como tal personagem de alto QI, é hilário. Anna Torv (OlÃvia) dá um show de atuação digna de ser uma ‘garota JJ’, cargo já ocupado por Evangeline Lilly (Kate, de Lost) e Jennifer Garner (Sidney, de Alias) e, agora, é muito bem assumido pela loira (e que loira!).
E para você que está vendo a série, ou você que vai começar a ver agora depois de ler isso, pode ficar sossegado. A série ganhou um direito de mais 9 episódios para, assim, completar sua primeira temporada, mesmo não sendo o que a Fox esperava.
Logo quando começou a série, os produtores não tinham certeza se iria dar certo, e até já haviam planejado um plano b para revelar tudo da série caso ela fosse cancelada antes do esperado. A audiência do piloto não foi a esperada, uma vez que Lost conseguiu atingir a meta de 18,6 milhões de telespectadores, enquanto Fringe apenas 9 milhões. Porém, comparado com as outras séries de drama do canal, Fringe liderou a audiência dos últimos dois anos de melhor estréia de série. E isso não é tudo, a comentada série Privileged, que estreou no mesmo dia, teve só 3 milhões de espectadores.
Os direitos de exibição da série já foram comprados aqui no Brasil pela Warner Channel, que anunciou que irá começar a exibi-la em novembro. Vale a pena conferir.
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