E depois de dez anos, chega o fim. Você, que lê Harry Potter desde os onze anos de idade e ainda espera sua carta extraviada de Hogwarts e você, que simplesmente quer saber se o tanga do Harry morre ou não; esperam este dia para finalmente retirar suas dúvidas. Como se já não tivessem lido alguma tradução ilegal por aí, mas enfim…
O livro começa com o aniversário de 17 anos do bruxo, ou seja, sua emancipação. A partir dessa data, o feitiço de proteção da casa dos Dursley perde o efeito e Voldemort pode pisar na Rua dos Alfeneiros, número quatro. O que isso quer dizer? Problemas. Mas você já sabia disso. E um dos problemas iniciais é mover Harry para um lugar mais seguro, já que ele pode usar sua varinha mas ninguém confia no taco dele. No meio dessa mudança, acontece uma perseguição de vassouras. Logo quando você pensou que não havia mais nada para ser inventado.
Em Hogwarts, o caos. Snape (que você vai descobrir o verdadeiro lado) na diretoria, sonserinos batendo em todo mundo, a volta da câmara de tortura pelo zelador Filch. Personagens como Neville Longbottom, Luna Lovegood e Gina Weasley retomam a Armada de Dumbledore e são autores de terrorismo na escola. No Ministério da Magia, também o caos: Voldemort controla o Ministro da Magia e organiza um registro para os bruxos nascidos trouxas. Leia-se: limpeza da raça bruxa ou Voldemort com Síndrome de Hitler.
Prepare-se para uma chacina de personagens e prepare-se meeesmo, pois as chances de seu personagem preferido ser morto são grandes. Um dos personagens mortos também é grande. Brincadeira, o Hagrid não morre. Quer dizer, eu não lembro. Mas J.K. matou o (…), meu personagem preferido, quando podia ter matado o irmão dele, que já tinha perdido uma orelha. Injustiça até na ficção, mimimi.
O sétimo livro traz ainda alguns rostos não tão simpáticos, como Rita Skeeter e Pedro Pettigrew. Algumas histórias paralelas também o tornam mais interessante, como a fábula das Relíquias da Morte ou a vida de Dumbledore antes de sair do armário, além da fantasma da Corvinal e as raízes bruxas do Menino-Que-Sobreviveu, peças-chave para a complexidade da história.
Harry Potter e as Relíquias da Morte já se tornou um clássico, seja pela quantidade de livros vendidos, seja pela criatividade do enredo. Com exceção dos dois capítulos finais, que são “marmelada” total, a trama é finalizada sem deixar nenhuma ponta solta. Tirando a pérola sobre o Dumbledore ser gay, claro.
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