São Paulo, 25 de novembro, manhã. Ele… ok, não é assim que se começa um conto desses. Então, enquanto eu me preparo, observem um… tatu:
Ô lá em casa.Estava frio naquela manhã. Mal acordou e não pensou duas vezes – na verdade, nem pensou – em caçar. Ele as observava sedento. Sim, elas. Elas estavam imóveis, submissas, no ponto. Sua melhor época. Como um animal selvagem, ele avançou. Agarrou-as. Despiu-as em uma velocidade incrível. Não há amanhã, não há inocência, não há tempo a perder. Não há por que não fazer isso dia-pós-dia.
Então, o esquilo, após deliciar-se com suas nozes, voltou ao seu lar. JC observava-o atento pela janela daquela salinha fria, pequena… misteriosa. Ele a aguardava. Sua última frase, aquela voz sexy, ainda ecoava na cabeça de JC. “Só um minutinho, vou ao banheiro me aprontar. Fique à vontade.” Ele queria, mas era impossível ficar à vontade sabendo o que estava por vir. Ele estava ansioso, afinal, era a sua primeira vez com ela. “E se desse algo errado? E se eu pegar alguma doença? E se ela, sei lá, me machucar… muito?”
JC sempre foi tímido. 19 anos, não tão alto, magro, sua aparência lembra e muito o cantor Fagner – e é isso que o assombrou por uma eternidade no colegial. Cresceu traumatizado após ver, aos seis anos de idade, seu pai participando de uma espécie de gang-bang só com homens. Em seu quarto.
Observou a porta do banheiro, que não estava completamente fechada. Dava pra ver Clarice se aprontando, concentrada no que fazia. Ela era realmente muito profissional, ah, se era. Alta, loira, olhos azuis. Cintura inigualável, quadril espetacular, seios perfeitos. Dava pra ver sua calcinha através de sua calça branca, quase transparente. JC, ingênuo, sentiu vontade de perguntar “Por que vocês usam roupas quase transparentes? Ou vocês nem percebem que nós conseguimos ver o que está por trás dela na maioria das vezes?”, mas ele era tímido demais pra isso. Demais. E, agora, ficou completamente sem reação: Ela enfim saiu do banheiro. Estava pronta.
JC observou-a por um momento, imóvel, sem saber o que fazer. Ela estava pegando suas ferramentas. Ele sentiu um calafrio, pensou se era tarde demais para desistir daquilo. Bom, era tarde demais, JC já havia pago. Caro. E Clarice não reembolsaria.
Ela então colocou sua máscara, olhou-o nos olhos e disse “Deite-se.” Sua voz era suave, despreocupada. “Ela já fez isso várias vezes, não há por que eu me preocupar!”, pensou JC. “Se doer, eu falo pra ela parar. Ela vai parar. Eu sei que vai.”
Enquanto ele se preparava, seus olhares cruzaram-se milhares de vezes. Clarice acendeu aquela luz não muito forte, porém incômoda, voltada para o rosto de JC. A tensão era enorme. Então, sem piedade alguma, sem medo de receber um não, ela disse: “Abre.” JC obedeceu. Ela fez umas perguntas que se perderam nos pensamentos de JC, ele as respondeu de uma forma automática, sem pensar. E começaram. Ele gritou, estava doendo. Ela disse “Aguenta só um pouco, ainda preciso ver uma coisa.” Ele não tinha escolha, então espremeu os olhos e torceu para que aquilo acabasse logo. Ela então preparou uma seringa, “Tomara que seja algum tipo de droga anestésica.” foi o pensamento de JC. Ela disse o que era, mas ele não percebeu. Ela injetou.
Não demorou muito e a dor passou, então Clarice foi em frente. Ah, aquilo realmente anestesiou. Mas JC ainda não estava completamente relaxado, ele sentia seus nervos se contorcerem. Ele viu sangue. E ela, como sempre, ainda estava calma. E linda. Como Clarice era linda.
Terminaram. JC pensou que demoraria mais, mas não ligou pra isso, afinal, estava ocupado demais ficando aliviado de tudo aquilo que finalmente acabara. Ele precisou levar pontos, como de costume. Ela perguntou se JC queria levar consigo o que restou. Ele, ainda grogue, disse “Não, prefiro não ter lembranças desse dia. Mas obrigado, de verdade. Eu estava precisando, já era tempo!”
Clarice tirou a máscara e sorriu, disse que tudo bem. “Nós vamos nos ver mais vezes, não se esqueça disso. Lembre-se de que você ainda tem mais três sisos!“
→ por théo, em 23 de junho de 2009, às 9:00
Tags: Contos
Tuka
Ai meu ovo… digo, siso =S
Zezé
fico óbvio no quinto parágrafo o que era…
théo
@Zezé
Mas SÓ no quinto e não no primeiro ou no segundo? Porra, então eu falhei.
Luke2206
Slade
Eu só me liguei no ultimo mesmo LOL
Arthur
Quem?
Ainda bem que eu tirei os quatro sisos de uma só vez…
No segundo eu já nem sabia mais o meu nome.
E, pra falar a verdade, não me lembro desde então.
Bruna
Um Otimo conto…
O Esquilo então, nem se fala..
Por favor, quando ele falou em calça branca e instrumentos, ficou bem claro a que se referia.
dorachan
só de olhar pro nome dá pra perceber a real
ahuiahuaihyaiuahiuahauia!
féo, és um fracasso como escritor de contos eróticos
D:
Gio
Agora entendo porque o Théo gosta do Harry Potter!
Arrrrgg
jose ferreira
Caio, The Eldar
*tum dum pish*
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