O Chrome Division - banda norueguesa de Shagrath, do Dimmu Borgir - lançou ontem, dia 17, seu segundo álbum. Booze, Broads and Beelzebub traz um som pesado e marcante, lembrando bandas como Motorhead e Megadeth. E o Metallica antes de se queimar com o St. Anger, claro.
Como de costume, a análise faixa-a-faixa:
A coisa começa com The Second Coming, uma introdução que abre muito bem o disco. Uma batucada empolgante pra cacete abre espaço pra um riff desesperador. A coisa toda vai crescendo, e você sente que o inevitável se aproxima. E então, o clímax. Rock’n'roll is the devil’s music, motherfuckers!
A faixa-título entra com um riff poderoso, bem thrash metal. Uma pequena pausa e o vocal de Eddie Guz entra rasgando tudo. Os caras mostram a que vieram. Isso sim é Heavy Metal, como quase nenhuma banda nova faz hoje em dia. Cara, os riffs desse troço me lembram muito Megadeth - o que é do caralho. E, claro, pra fechar bem, nada melhor que um refrão que fica na cabeça. Booze, Broads, Beelzebub!. Só faltou um “boobs” pra completar os Bs.
Wines of Sin é a terceira música. Roquenrôu, rapá! E mais riffs sensacionais. Dá vontade de pular numa maldita Harley Davidson, pegar uma corrente e encarar o mundo como uma grande adaptação de Road Rash. Aqui já dá pra ver que os solos do troço não tem nada de black metal sinfônico, como o Dimmu Borgir costuma fazer, também.
Raven Black Caddilac me traz em mente a imagem de um bando de motoqueiros loucos gritando o refrão. Heavy Metal bem tradicional, mesmo. Encaixaria muito bem em algum filme ou seriado sobre motoqueiros. Tem riffs e até o solo mais lentos, mas ainda pesados e sensacionais.
O som volta a pirar pesado com a entrada de Life of a Fighter. Cara, quem disse que metaleiro não sabe curtir a vida que vá tomar no meio do cu! Essa porra empolga mais do que chutar um pequinês na frente do dono. Aliás, empolga quase tanto quanto chutar o dono E o pequinês na frente da namorada do cara. Ou melhor ainda, enquanto você morde os PEITOS da namorada do cara. E o fim é muito do caralho.
A próxima começa devagar. The Devil Walks Proud tem uma entrada leve, o vocal lembrando bastante o mais puro rock’n'roll. Mas eu nem preciso dizer que a coisa explode em pouco tempo. O refrão entra QUEBRANDO TUDO, maluco. Riffs do cacete, uma viradinha empolgante da guitarra e pronto, a música volta pra leveza de antes. Note que “leve” não é “fresco”, indie imundo. A dinâmica desse troço é sensacional!
Hate This Town ainda mantém a coisa um pouco mais devagar, no começo. O troço vem de mansinho, como um animal selvagem te espreitando, até que, antes que você possa reagir, ele te dá o bote. Com um nome desses, o som só poderia ser empolgante.
Depois, temos The Boys From The East. Dá até pra sentir a influência de ZZ Top aqui. Um som country-fucking-rock do cacete! Quase como um Pride’n'Glory sem os banjos. O tipo de coisa que você gostaria de ouvir num bar de beira de estrada no meio do Texas.
Agora é a vez de Doomsday Riders, seus putos! Essa merda cheira a caos. A piração. A rodinha. A guitarra te ataca com malditas MORDIDAS, e eu não sei como eu ainda não apontei o canhão pros vizinhos. Esse troço tá me deixando empolgado, e eu não me responsabilizo por chutar bundas inocentes hoje, seus malditos!
Let’s Hear It tem um riff inicial um pouco mais sombrio. Não sombrio de Black Metal ou qualquer coisa parecida. Os motoqueiros raivosos, as correntes com crânios e a pancadaria ainda tão aí! O refrão é mais um daqueles que você grita enquanto bebe rum.
Aliás, eu tinha falado em ZZ Top? Pois bem, se The Boys From the East te fazia lembrar dos barbudos, ouvimos agora um legítimo cover. Sharp Dressed Man, numa versão empolgante pra cacete. E eu tenho que admitir que eu gostei mais da versão desses caras do que da original. Muito, muito do caralho!
Bad Broad (Good Girl Gone Bad), agora. O riff pausado, os harmônicos artificiais e o vocal empolgante não deixam você se enganar. Isso sim é rock’n'roll, porra! Porra! Tava demorando pra alguém lançar um disco do caralho assim! Na sua cara, indie de merda! Enfie o seu Panic at the Disco no cu! Rock’n'roll, cachaça e mulher. Isso sim é que é vida.
Fechando o álbum, Raise Your Flag entra com um baixo empolgante pra cacete. Do resto eu nem preciso falar. OUVE a parada, maluco.
Os caras são empolgantes pra cacete. Rock’n'roll muito do filho da puta com uns poucos toques de country. Se você pirou com o som, meus parabéns, você acaba de descobrir uma banda nova muito do caralho. Se você não pirou, eu não posso fazer mais nada por você, bichinha.
Por fim, os créditos, claro: Quem me recomendou a bagaça foi o NM, ex-colunista do AoE e dono do Collateral Defect. Valeu aí, seu puto!
Booze, Broads and Beelzebub - Chrome Division

Lançamento: 2008
Gênero musical: Fucking Rock’n'Roll muito do caralho!
Faixas:
1. The Second Coming (Intro)
2. Booze, Broads and Beelzebub
3. Wines of Sin
4. Raven Black Cadillac
5. Life of a Fighter
6. The Devil Walks Proud
7. Hate this Town
8. The Boys from the East
9. Doomsday Riders
10. Let’s Hear It
11. Sharp Dressed Man (Cover de ZZ Top)
12. Bad Broad (Good Girl Gone Bad)
13. Raise Your Flag









