Esta coluna é uma homenagem a Spider Jerusalém. Não que você precise saber qualquer coisa sobre isso. Bichona.
Já faz mais de uma semana que eu ouço falarem da tal boiolosfera por aqui. O ápice da coisa aparentemente foi a matéria do atillah, que criou o tal termo. O negócio é que o cara é muito politizado. Pra um site ácido, isso aqui parece uma pensão de comadres. Já passou da hora de dar o próximo passo.
Pra começar, como essa rede da babaquice toda se forma? Claro que qualquer desses blogueiros efeminados diria que a coisa é complexa. Pura ilusão de grandeza. A coisa se desenrola fácil, até. Tudo começa com uma porrada de blogs por aí, como um monte de excrementos boiando numa enorme seção de esgoto, degustados só por vermes e ratos. Mas é claro que nem todo blogueiro se sentia satisfeito com aquela idéia de diário aberto online, onde eles poderiam contar a seus amigos frescos sobre as frustrações sem graça de suas vidas comuns. A mania de grandeza da negada falou mais alto: eles não queriam que blogs se comparassem a diários, mas a colunas de revistas, no mínimo. É aquela coisa, o cara é elogiado pela professora de redação no colégio e já acha que tem o que precisa pra virar um grande escritor. Tudo um bando de babaca, isso sim. Quer dizer, o cara mal sabe escrever sobre as férias com os pais em governador valadares e já quer virar comentarista político.
Agora, mesmo se achando o novo guru social-politico-filosófico da escrita brasileira, o cara continua boiando na merda como todos os outros blogueiros. O que vem a seguir é até natural. O monte de vermes se junta e forma uma “colméia”, e, de grupinho formado, os caras começam a decidir quem escreve bem o suficiente pra fazer parte da “elite” dos blogs e quem não faz. E o sonho de todo blogueiro é ser elogiado por colunistas amadores que fazem parte de uma rede de babação de ovo. Uau. Se pularmos os detalhes, a coisa continua assim até hoje. A única diferença é que hoje em dia o cara já não chega mais dizendo “aews maluko linka o meu q eu linko o teu“. Entrar na boiolosfera se tornou o que existe de mais próximo da paquera no mundo virtual. Tem toda aquela veadagem de tentar impressionar os caras, se você quer entrar na babacosfera. Nego faz tudo pra chamar a atenção. Tudo mesmo. Cria concursos de “melhor blog“, enfia ratos no cu, fica com o saco frouxo, qualquer idiotice tá valendo. E são esses eventos ridículos de interação entre blogs que disfarçam o grande problema do blogueiro: Nego raramente sabe escrever alguma coisa. É como um reality show feito com integrantes de bandas como RBD, The Cure, Fresno e Simple Plan: todo mundo sabe que os caras são péssimos no que trabalham, então você disfarça isso juntando os caras numa casa pra… sei lá, enfiar ratos no cu.
Claro, o que me dá nojo nessa história toda não é simplesmente a idéia de se blogar. No fim das contas, se o cara prefere fugir das frustrações da vida real escrevendo num diário virtual, que seja, azar o dele. Quer dizer, se o cara quer passar o resto da vida falando de como a sua vida é sofrida porque não tinha melão na feira, enquanto bate punheta com fotos da Dani Koetz penduradas no monitor, o problema é do cara. A grande merda mesmo é quando esse negócio de boiolosfera começa a fazer o cara achar que tem uma autoridade que não existe. Porra, informação pode mudar o curso de uma nação inteira? Claro que pode. Só que não é o blog do zé, o kibe loco ou o contraditorium que vai fazer a negada sair nas ruas em revolução, porra! Ce precisa de no mínimo um jornal razoavelmente respeitável pra isso, mané! A maior parte do povo não quer saber se você é um gajo cheio de jeito pra escrever, e deixar de linkar outros blogs não vai te servir como uma arma suprema contra a humanidade, véi. Nego, no máximo, vai influenciar outros blogueiros. Grande merda. Quer dizer, enquanto bons escritores em potencial desistem de seus blogs por se sentir intimidados pelos “grandes nomes da escrita online brasileira”, um monte de babacas fica brincando de casinha e achando que, ainda assim, eles escrevem inegavelmente melhor do que o blogueiro pequeno, que tenta realmente escrever sobre alguma coisa que não seja o rato enfiado em seu cu ou a cor de seu saco.
O que realmente me intriga nesse caso é você, leitor. Porque eu quero ser otimista, claro. Eu suponho que devem existir pelo menos alguns leitores de blog que não façam parte dessa grande casinha gay que é a boiolosfera. De qualquer jeito, eu simplesmente não entendo como você engole essa história toda, seu bundão. Quer dizer, a partir do momento onde os caras se acham cultuáveis ao ponto de transformar a coisa toda numa grande confraternização de comadres, você deveria ser o primeiro a largar mão dessa veadagem. Você não deveria dar uma estocada do pinto dum cachorro morto por essa veadagem toda, véi. No fim das contas, você consegue ser o maior babaca da história toda. Patético.
Eu sou Capitão Piratão, e fodam-se todos vocês. Hah!
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