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Papo Animado

4 . 09 . 08 | Tags: , , , , , , , , ,

A História dos Desenhos Animados

Tudo começa de algum jeito. Até mesmo esse Bob Esponja que você está vendo agora.

Finalmente consegui um espaço decente neste site.

Foi preciso um certo motim de minha parte e após algumas negociações, muito rum e gordinhas foi acertado que ficaria com a parte mais amaldiçoada do AoE: falar sobre desenhos animados.

Ah, por que amaldiçoado?

Simples, todos que tentaram tomar conta deste espaço foram assassinados sumiram sem deixar vestígios.

Até quando o Capitão da bodega fundiu a seção de animações com a de animes o antigo titular da coluna também desapareceu, deixando um rastro de purpurina no ar, assim como todo otaku fanático por desenho japonês (redundância?).

Enfim, abordarei sobre uma das mais nobres e antigas formas de entretenimento, mas antes de falar sobre desenhos toscos, clássicos, atuais ou algo do fundo do baú, vamos para uma história sobre os primórdios das animações.


Não achei o original, mas vocês entenderam a idéia

A origem dos desenhos animados datam de antes dos primórdios do cinema, quando o belga Joseph-Antoine Plateau fez a primeira animação mostrando o galope de um homem sobre um cavalo. Era um desenho bem besta, desses que se faz na escola com um bloco de papel. Mas, para o século XIX, era um baita avanço. Ele construiu um tambor aberto na parte de cima com desenhos colados na parte interna. Ao girar o tambor, os desenhos se refletiam e sobrepunham num espelho fixo colado em seu interior gerando imagens em movimentos.

Está bem que a história e o enredo eram um lixo, mas aposto que era melhor que Naruto.

Em 1892, o francês Charles Émile Reynaud aperfeiçoou a técnica de Plateau projetando imagens numa tela e apresentando o curta “Pantomimas Animadas”. Por meio de um tambor de espelhos ele projetava sobre um cenário fixo uma seqüência de personagens desenhados em várias etapas de movimento, passando a ilusão de movimento.

Cartaz da “animação” de Émile Reynaud

Para todo mundo não ficar com cara de paisagem, ou dormir na sala de exibição, a apresentação foi acompanhada de músicas exclusivamente escritas para ele.

Foi o que achei mais divertido, apesar das palhaçadas clichê

Para quem acha que isso é novidade de Walt Disney, já vê que é mais um mito que se vai.

Com a invenção do cinematógrafo pelos irmãos Lumiére, onde o aparelho projetava, em rápida velocidade, sucessivos slides em uma tela branca passando a sensação de movimento, muitas técnicas usadas em filmes, também passaram a ser utilizadas pelos desenhos.

Foi nessa época que o norte-americano James Stuart Blackton apresentou o primeiro desenho animado do mundo: o “Fases Cômicas De Caras Engraçadas”, filmando uma seqüência de desenhos com cada um dando origem a outro.

Rudimentares, mas bem melhores que algumas porcarias que passam hoje

Partindo para uma evolução, mas através de uma técnica mais simples, o francês Émile Cohl começou a desenhar traços brancos sobre um fundo negro. Seu primeiro desenho animado, Fantasmagoria, foi exibido em 1908, com o francês criando centenas de curtas depois, considerados obras-primas na época.

Durante esse período, muitos norte-americanos estadunidenses aprimoraram as técnicas de animações (rudimentares, mas aprimoravam), com o resto do mundo sendo influenciado por estas técnicas.

No final de 1914, com a Primeira Guerra começando a esquentar, o norte-americano Earl Hurd contribuiu para o que seria a o aperfeiçoamento total da técnica de animação, usada inclusive, até hoje.

Pela foto, nota-se que James é Tanga

Hurd começou a utilizar o papel-celulóide, um papel transparente que lembrava um tipo de plástico. Utilizando esse papel era possível para o artista desenhar cenários de fundo em uma película e, os personagens, em outra, para depois sobrepor um sobre o outro. Com essa técnica muito trabalho era poupado com um mesmo cenário de fundo sendo utilizado para a filmagem, pois os personagens podiam ser desenhados sozinhos, em várias posições (heh) e aplicado sobre o cenário de fundo.

Antes disso, os desenhos eram feitos refazendo os personagens e cenários a cada mudança de posição, sendo um saco fazer isso.

A partir da técnica de Earl, começou a bombar de vez a produção de curtas-metragens dando início à grande produção de desenhos animados e à popularização dessa arte, principalmente após a estréia de Gato Félix, seguido de Popeye, Betty Boop, entre outros.

Como o texto ficou um pouco extenso, talvez continue essa parte semana que vem.

Eu escrevi talvez…

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5 comentários

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eh, realmente evoluiu muito a arte do desenho animado, continua sim essa matéria, tem mais coisa boa pra escrever…

…Naruto é muito loko, eu gosto!!!

B-prime
04/09/08 | 6:26 pm | URL | #

Disney não estava nem perto da invenção dos desenhos animados e aquele que você falou que era cheio de clichês, tente se lembrar que na época eram novidades e das melhores.

Entravix
04/09/08 | 8:28 pm | URL | #

@b-prime
Seu comentário estava legal até a hora de falar do Naruto, mas provavelmente a coluna continuará, pelo menos as primeiras, nesses moldes.

@entravix
Em nenhum momento falei que Disney tinha inventado isso e aquilo, só citei que a união de músicas e imagens era bem antes da época do velho Walt, que muita gente julga ser o criador da técnica.
Quanto ao outro desenho, ele é, praticamente, o pai dos clichês.

Caramba, o pessoal precisa de um pouco de aula de interpretação de texto. Vou falar para o Théo sortear uma cartilha Caminho Suave. VSF, viu.

Bonilha
05/09/08 | 5:16 pm | URL | #

Cê precisa parar de batalhar com os seus textos antes de reclamar, Bolinha…

Pizurk
06/09/08 | 3:05 am | URL | #

Parabéns pelo resgate histórico da trajetória do desenho animado. Tais informações são difíceis de serem encontradas.

Cido
07/09/08 | 8:33 pm | URL | #

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