Este texto faz parte de uma lista que, definitivamente, não é um top 10. Veja o índice aqui.
Sério, não tem por que reclamar desta reforma. O que há de tão difícil e confuso nela? 80% dessas mudanças já deviam ter acontecido na reforma anterior, véis. Trema, alguns acentos… até mesmo o lance do “Torriense”. Boa parte das mudanças foram baseadas no uso popular, por isso eu acho uma baita frescura reclamarem. O fato é que a nossa língua tá ficando cada vez mais for dummies, e mesmo assim a MAIORIA do povo que reclama na verdade foi BENEFICIADO com boa parte da reforma.
Primeiro vem a preguiça dos seres usarem acentos. Com a morte do trema, só resta aos metaleiros continuarem escrevendo Motörhead da forma correta, já que a bagaça ainda se aplica a nomes. Depois vem o fato de que mais que a metade que está reclamando não vai usar mais que a metade das novas mudanças. Só em vestibulares e coisas do tipo. PAREM DE CHORAR!
É muito, mas MUITO fácil ignorar as novas mudanças, afinal, nosso vocabulário é extremamente extenso e temos trinta palavras que tem o mesmo significado de uma, por exemplo. Tá com medo de escrever idéia e ser reprovado? Escreva luz. Acreditem, eu tive esta ideia agora.
Ah, droga!
Enfim, acho que em nenhum momento eu tive que usar alguma das novas regras nesses textos, salvo raríssimas exceções OU falhas de minha pessoa. Eu já assumi que não sei escrever, já cometi muito erro grotesco por aqui. A culpa é exclusivamente minha, por não ter corrido atrás de um estudo melhor. Inclusive, quem não sabe escrever não devia reclamar da sua escola, isso é incoerente. Algumas escolas são uma merda, é claro, mas os LIVROS estão aí pra isso. Os professores estão lá pra ajudar, e vocês devem cobrar deles, novatos. Agora, se vocês não cobrarem, queiram tomar no cu por tamanha falta de interesse em algo que só traria benefícios a você.
É claro que grandes nomes da literatura também estão… espera, estão? Sinceramente eu não sei, eu não acompanho nada disso. Alguém reclamou algo? Bom, se ninguém aqui sabe, façamos de conta que estão reclamando. Bom, quando você passa a vida escrevendo, é foda quando mudam alguma coisa. Eu que sou um escritor de merda ficaria puto por ter que revisar todos os textos do AOE por causa da reforma – o que não vem ao caso. Acho que ninguém vai ter que revisar tudo, certo? Só no caso de relançamento – e relançamentos trazem mais grana, se é que eu não estou errado. Bom, voltando a falar sobre as reclamações, eu também não sei por que estão reclamando. Eles vão lucrar com isso!
Será que os reclamões de hoje reclamariam na época em que Pharmácia virou Farmácia? Patéticos! Tem gente ignorando a reforma. “Não vou usar isso, combrem-me em 2012!” e coisas do tipo. Olha, cê não vai usar isso MESMO, cara. A não ser que você seja professor, escritor, revisor, esteja prestando um vestibular etc. Afinal, de resto, algumas coisas você vai usar tanto quanto usa a fórmula de Bháskara.
Bom, se você tem algum argumento realmente coerente, nada como “ain mimimi vou ter que reaprender a escrever!” ou “aff vo t q decora td issu”, apresente-o aí. Eu acho que cês têm o direito de ficarem putos, mas não sei se é pra tanto. Sim, algumas mudanças são chatas, como as dos acentos diferenciais. Mas, para com isso, sempre foi um saco usar acento. Vai ficar feio? Um pouco. Nossa língua já é feia.
Ah, e, por favor: Continuem corrigindo meus erros. Já disse que isso é uma ajuda mútua. (y)
Só não tentem corrigir a minha opinião.
→ por théo, em 13 de janeiro de 2009, às 0:00
Tags: Reforma Ortográfica
Eu não acho que nosso idioma seja feio, pelo contrário, é um dos idiomas que eu mais gosto. E olha que eu estou bem longe de ser patriota.
Acho que o maior problema da reforma não é ter de “aprender” tudo outra vez, é eles tentarem facilitar algo que não precisa ser facilitado, já que é uma parte mínima do idioma. Unificação? Ler “contacto” em um texto português nunca atrapalhou a minha compreensão, assim como também não deve ter atralhado a nenhum português a falta do ‘c’. As grandes diferenças entre as variações da língua vão continuar, como o uso de próclises e mesóclises e o uso do infinitivo no português lusitano (mesmo no coloquial). Eu imagino como o idioma é falado nos outros países, cada um com uma particularidade que não será modificada pelo acordo.
Econômico vai continuar assim aqui e económico lá?
Concordo que não utilizamos quase nada do que será modificado, mas a reforma é a toa, apenas uma forma que os filólogos acharam de continuarem a deter o poder da língua com eles. E não duvido que exista algum acordo com gráficas que vão lucrar com reimpressões… Sem mais teorias da conspiração, o principal motivo que me torna contra este acordo é que PINGÜIM não tem graça sem o trema.
Minha mãe, professora de português, sempre conta de um dia que ela mostrou uma foto de um açougue com uma placa com “linguiça” escrito. Um garoto levantou indignado: “Professora, o açougueiro sabe cortar carne, sabe nome de carne, sabe pesar, separar e escolher carne… E ainda tem que saber que lingüiça tem trema?”
Bom, não tem mais!
“Será que os reclamões de hoje reclamariam na época em que Pharmácia virou Farmácia?”
As mães de Phellipes provavelmente reclamaram!
Sabe, eu fico esperando que apareça ali algo do tipo “Quanto é (623476!.8476234!)²?”, mas o maior número que digitei foi 8.
E eu gosto de usar os acentos, principalmente os diferencias, mas talvez a reforma seja boa pras pessoas aprenderem de uma vez que CU não tem acento!
Ufa, chega!
Zeugmar Zeugma
Pessoalmente, faz algum tempo que freqüento uns blogues lusos. Provavelmente estou cometendo alguma injustiça com alguns dos nossos blogues brasucas, mas ultimamente encontro mais blogues portugueses interessantes do que brasileiros. Estes conseguiram escapar do memorialismo, do resenhismo, do “linkismo”, do diário íntimo, do mamãe-olha-eu-aqui-cagando, etc. Acho que até vale uma matéria por parte de vcs. Ou, mesmo se são tudo isto, fazem com menor superficialidade. Eu acho, pelo menos.
Seja como for, consigo entender sem grandes problemas o texto (Graças a Deus, afinal é a mesma língua). O problema maior é nos comentários, que o público deles como o nosso, acaba recorrendo a gírias e outros maneirismos, gerando uma terminologia muito estranha aos nossos ouvidos (ou olhos, afinal estou lendo).
Tipo: “Filho duma choca” (???)
Abs
Eu sempre usei trema e sempre achei ela necessária assim como muitos acentos retirados. Vai fazer falta? Pra mim não, pois quando preciso escrever textos formais eu uso o dicionário (por sinal tenho que baixar a versão atualizada agora). Para outras coisas qualquer merda tá valendo.
Mas realmente, pra que tanta reforma ortográfica?
PS: Lembrei de uma vez que vi uma reportagem com um professor que dizia algo assim, que se você fala ou escreve algo e as outras pessoas entendem, então você escreveu da forma correta.
dervecna
Meu único argumento, é a falta de coerência nesta reforma com o que foi proposto.
Isto não unifica a língua. Aproximou um pouco, mas o português brasileiro, o lusitano e os demais, ainda são muito diferentes. Principalmente para os extrangeiros. E isso não é apenas uma ou outra regra que vai mudar. Algumas palavras que aqui significam algo, lá significam coisa diferente. Num texto, isso pode fazer toda a diferença. Assim sendo, a língua continua não unificada. Assim sendo, a reforma foi inútil. Complicou, desnecessariamente, algo que já não era simples. E não trouxe benefício algum.
Ou alguém acha MESMO que se chegar em Portugal ou Cabo Verde em 2013, falando o português brasileiro com as alterações da reforma, será prontamente entendido como se fosse um portugues/caboverdense falando?
Renato
Tem gente reclamando que vai ter q decorar as novas regras da língua quando nem decorou as que já existiam antes… Eu posso escrever várias coisas erradas mas pelo menos não venho reclamar heheehehe..
Só uma coisa, acho o português uma língua muito bem elaborada, não tem nada de feia..
Eric
Não concordo com você rapaz…
Essa reforma é ridícula porque um idioma que já era difícil ficou ainda mais.
Eu não consigo escrever idéia sem acento. Já me acostumei e vai ser difícil me adequar a nova regra.
Já não sei escrever muito bem, agora sempre vou ficar na dúvida se estou escrevendo certo ou não. Por isso, realmente VOU IGNORAR estas mudanças ridículas. Quando começar a apertar, eu procuro mudar. Por enquanto, vou escrever do jeito que sei.
théo
@Eric
Típico de brasileiro. “Se sujar eu dou um jeito! Mas por enquanto tá bom assim.”
Caio, The Eldar
@ théo
Concordo plenamente com teu ultimo comentário, só faltou colocar as palavras “vagabundo e preguiçoso” no final!!!
@ dervecna
Concordo em partes com vc. É óbvio que palavras que são usadas com significados diferentes vão continuar a ter significados diferentes. Mas isso facilitou pra quem quer aprender a lingua e é estrangeiro, ou documentos formais ou até mesmo textos que escrevem de maneira mais formal e até textos infantis.
Essa diferença não é exclusiva do português, ou vc acha que com tantos países falando inglês e espanhol, todos usam do mesmo jeito que na pátria mãe? Um exemplo é a palavra “frutilla”: diga isso no México e na Espanha todos entenderão que é uma fruta pequena, no Chile vão entender que é “morango”. Caso não esteja no chile, utilise “fresa”.
Caio, The Eldar
Continuando…
Nem mesmo dentro do Brasil falamos um idioma uniforme, nem dentro de Portugal.
Quando eu trabalhava no comércio (nos tempos idos de minha adolescência), uma mulher se aproximou, apontou para um produto e peguntou: “Moço, acuma é?”. Até então, no meu vocabulário, essa fonética era somente utilizada para definir um personagem do Street Fighter (Akuma, para os lerdos). Depois de perguntar umas 30 vezes o que ela tinha dito, outra vendedora veio em meu socorro e me disse que ela estava perguntando o preço, e que no norte/nordeste se usa muito esta expressão, e eu, que estava trabalhando no ABC paulista e até então não tinha saído muito da grande são paulo, fiquei com uma cara de merda miserável.
Como eu disse em outro comentário, para os brasileiros isso não mudou muita coisa, mas para outros países mudou mais, e aí sim se sentirá mais a diferença na grafia.
Artur
Argumentos válidos sobre a reforma ortográfica, mas, apenas, a nossa língua não é feia. Não é, nem discuto isso.
E, sobre o comentário de um rapazinho aí em cima (eric), a reforma não dificulta ainda mais a língua, muito pelo contrário. Você diz isso porque acha que sabe escrever, mas a reforma colabora para a intercalação de textos entre as nações que tem como oficial a Língua Portuguesa e, para os que vão começar a aprender a língua agora, será mais fácil. Não gosto dessa reforma tanto quanto você, porque levei vinte anos para aprender a escrever cada palavra da língua (sem sucesso) e agora tenho que me preocupar em saber quais palavras mudaram sua grafia, mas saiba do que está falando antes de vir reclamar.
Michel R.
Sinceramente, eu acho que vou demorar um pouco pra me acostumar, e vou sofrer se os sempre piedosos e infelizes que fazem o vestibular decidirem pedir uma lista de exercícios (tem acento ainda? li alguma coisa que já esqueci sobre palavra com ditongo crescente) sobre as regras novas. Realmente, na maioria ficou mais próximo do jeito que é falado, mas pra mim retirar acentos não ajudou muito, devia era colocar mais acentos, porque eu nunca saberia como se lê algumas palavras, tanto que sou horrível para ler inglês pela falta de acentuação (ou preguiça, mas vamos culpar as palavras) e gosto muito da língua portuguesa por isso, é uma opinião escrota -normal vindo de uma mula bípede- ou alguém concorda com a parte dos acentos? obs: seu blog (não sei quem é o dono dessa bagaça) é bom pacaraio, e ainda tem a simpatia que a Valkinha passa.
Quer ter um avatar também? Clique aqui e saiba como! Mas se você for feio, não use uma foto sua, por favor.
ato ou efeito
contém sarcasmo, ironia e humor ácido. não adianta reclamar. use o bom senso e respeite a opinião alheia. noob.
© ato ou efeito (2006 - 2009) | Alguns direitos reservados. | Política de Privacidade (clique!) | Não copie textos na íntegra, tenha bom senso.
NOSSOS COLABORADORES E COLUNISTAS SÃO VOLUNTÁRIOS. O AOE É UM SITE COLABORATIVO. ENVIE SEU TEXTO!